Breno Altman: partidos de esquerda se institucionalizaram e perderam contato com o povo

“As agências da direita hoje estão mais coladas no território do que a esquerda”, explicou o jornalista à TV 247, utilizando como exemplo as igrejas evangélicas, “agências do voto da direita”, com forte presença no cotidiano do povo. “Existe um diretório do PT, do PSOL, do PCdoB em cada bairro ao lado de cada igreja?”, questionou

Breno Altman
Breno Altman (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Amanda Perobelli/Reuters)
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247 - O jornalista Breno Altman disse à TV 247 que os partidos de esquerda no Brasil tomaram proporções muito grandes e se institucionalizaram de tal maneira que perderam espaço e presença entre o povo em geral.

Altman diz que o distanciamento destas legendas causa, por exemplo, uma baixa taxa de votação em eleições municipais. No sentido contrário está a direita, segundo o jornalista, que tem uma rede capilarizada por todo o País em contato direto com as massas por meio, por exemplo, da direita evangélica. “A esquerda perdeu território, a esquerda se institucionalizou demais. Os instrumentos, as agências da direita hoje estão mais coladas no território do que a esquerda. Eu me refiro, por exemplo, à direita evangélica. Ela hoje tem uma rede capilarizada por todo o território nacional. Você vai em qualquer bairro, qualquer comunidade e você vai encontrar igrejas evangélicas”. 

“Parte dessas igrejas evangélicas são agências do voto da direita e estão ali no cotidiano do povo, acompanhando questões de desemprego, dependência química, de crises familiares, de falta de políticas públicas, vão estabelecendo relações. Onde é que o povo vai no domingo? Vai a um diretório partidário do PT, do PSOL, do PCdoB ou vai à igreja? Existe um diretório do PT, do PSOL, do PCdoB em cada bairro ao lado de cada igreja para o povo poder fazer uma opção: ‘eu vou no partido ou eu vou na igreja?’. Não existe. Esses partidos se transformaram em partidos superestruturais que ganham vida mais dinâmica em período eleitoral. Aí se repete aquela velha história tradicional dos políticos que aparecem na comunidade apenas para pedir voto às vésperas de eleições”, completou.

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