“Cada Guga Chacra da imprensa brasileira tem as mãos sujas de sangue”, diz líder palestino

Presidente da Fepal condenou veementemente genocídio midiático da imprensa brasileira na cobertura do conflito entre Israel e Palestina

Ualid Rabah | Palestinos tentam retirar corpo em meio a escombros de prédio destruído por ataque israelense na Faixa de Gaza 09/10/2023
Ualid Rabah | Palestinos tentam retirar corpo em meio a escombros de prédio destruído por ataque israelense na Faixa de Gaza 09/10/2023 (Foto: Reprodução | REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa)


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247 - Em uma contundente entrevista à TV 247, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, condenou veementemente a cobertura jornalística da grande mídia corporativa sobre o recente conflito entre Israel e Palestina. Iniciado no último sábado (7) com um ataque surpresa do Hamas a Israel, e com o revide israelense que resultou no fechamento de cerco à Faixa de Gaza e milhares de mortes de civis palestinos,  o conflito tem gerado ampla atenção global, mas, segundo Rabah, a maneira como a mídia está retratando a situação é profundamente problemática.

"Até quando os veículos de comunicação de massa vão continuar nessa narrativa? Isso é genocídio midiático. Cada Guga Chacra desse país está com as mãos manchadas de sangue do povo palestino", declarou Rabah, referindo-se ao  jornalista e comentarista político brasileiro. "Eu sei que ele [Guga Chacra] não se importa com isso porque ele já manchou a mão de sangue libanes várias vezes, inclusive já foi acusado por libaneses por isso", continuou Rabah, expressando sua indignação. "Mas custava ele ter um pouco de dignidade e honradez? Não é hora de dizer que o povo palestino merece isso ou aquilo, ou ficar inventando coisas, inventando pseudo razões. Nunca existiu Hamas até recentemente, e o povo palestino está sob extermínio há muito tempo".

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Rabah apelou à necessidade de uma cobertura jornalística mais ética e justa, pedindo aos jornalistas que se afastem de narrativas distorcidas e sensacionalistas. "É crucial que a verdade prevaleça, e é responsabilidade dos jornalistas relatar os fatos com precisão e imparcialidade. O mundo precisa entender a realidade do que está acontecendo na Palestina, em vez de ser alimentado por narrativas fabricadas", enfatizou Rabah.

A fala de Rabah ocorre em meio a crescentes preocupações internacionais sobre a escalada do conflito entre Israel e Palestina, que já resultou em perdas humanas e deslocamentos em massa. Enquanto líderes globais buscam uma solução pacífica para o conflito, a condenação de Rabah à cobertura midiática destaca a importância da responsabilidade jornalística em tempos de crise e instabilidade.

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