"De Netanyahu a Milei, o mundo está na extrema-direita", diz Alysson Mascaro

"A crise é o problema e é o negócio ao mesmo tempo. Em Israel, o negócio da crise é a guerra. Na Argentina, são as privatizações", diz ele

(Foto: Divulgação | Reuters)


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247 – O renomado pensador e professor Alysson Leandro Mascaro foi entrevistado pelo jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, e abordou questões cruciais sobre a atual conjuntura política mundial. A conversa trouxe à tona análises e reflexões profundas sobre a ascensão da extrema-direita em diferentes partes do mundo, indo de líderes como Benjamin Netanyahu, em Israel, a figuras como Javier Milei, na Argentina.

A entrevista foi marcada por uma abordagem crítica e ampla, buscando entender as razões por trás da vitória de Javier Milei na Argentina e contextualizando esse fenômeno em um cenário global. O pensador destacou a interconexão entre os problemas locais e as questões sistêmicas do capitalismo mundial. "Diante da crise, busca-se a acumulação capitalista na crise. A crise é o problema e é o negócio ao mesmo tempo. Em Israel, o negócio da crise é a guerra. Na Argentina, são as privatizações", diz ele. "O capitalismo em crise é um excelente negócio. Brasil e Argentina não oferecem espaço de guerra para o capital. O que podem oferecer é a privatização. A Argentina vai se despedaçar e um pedaço do bloco imperialista vai se deliciar", complementa.

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Para Mascaro, não há uma linha diferencial clara entre líderes como Javier Milei, Jair Bolsonaro, Donald Trump, Viktor Orban e outros, enfatizando que todos compartilham características da extrema-direita. Ele ressaltou que, em sua visão, o mundo está imerso nessa tendência, e o Brasil, apesar de algumas peculiaridades, não escapa desse contexto.

A entrevista abordou a despolitização progressiva da sociedade e como a ascensão da extrema-direita está relacionada a um desencanto generalizado, onde as pessoas, desiludidas e desinformadas, buscam soluções simplistas e autoritárias. Mascaro citou exemplos de diferentes países, destacando a falta de resistência efetiva a essa onda global.

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Ao mencionar a situação na Argentina pós-eleição, Mascaro ponderou que o fenômeno vai além dos problemas específicos de cada nação. Ele apontou a crise generalizada do capitalismo como um fator subjacente, levando as pessoas a se voltarem para líderes autoritários em busca de soluções simplistas.

No encerramento, o pensador abordou a questão da esquerda no mundo contemporâneo, destacando a falta de posturas socialistas e a submissão de muitos partidos a interesses capitalistas. Ele ressaltou a necessidade de uma mudança profunda para que a esquerda recupere sua verdadeira essência e capacidade de transformação. Assista:

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