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Entrevistas

"Estamos vendo uma avalanche publicitária a favor do genocídio em Gaza", diz Brian Mier

Jornalista criticou a cobertura midiática em apoio a Israel e ao genocídio em Gaza

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução | Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS)
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247 - Em entrevista à TV 247, o jornalista Brian Mier denunciou a cobertura midiática enviesada e a publicidade massiva em apoio ao genocídio em Gaza promovido por Israel. Mier destacou a influência dos grandes veículos de imprensa dos Estados Unidos, como o New York Times e Washington Post, na orientação da cobertura da mídia brasileira, especialmente da Globo.

O jornalista ressaltou que a Globo, em seus primeiros anos de operação, foi gerida por uma equipe de produção estadunidense, estabelecendo uma relação de controle social dentro da ditadura militar brasileira. Segundo Mier, essa relação histórica influenciou o viés pró-Estados Unidos presente na cobertura da Globo, perpetuando um ufanismo inabalável pelo país norte-americano. “A Globo, no seu primeiro ano de operação, depois que a ditadura militar estabeleceu torres de transmissão nacional para o Roberto Marinho - de graça -, era uma equipe de produção estadunidense que geriu a Globo pelo primeiro ano. [A Globo] foi criada como mecanismo de controle social dentro da ditadura, e parte desse controle social envolve muita propaganda a favor dos Estados Unidos. Esse ufanismo, esse viralatismo pelos Estados Unidos nunca parou na Globo”, destacou.

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Sobre a situação atual em Gaza, Mier apontou uma "avalanche de propaganda" proveniente do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da Inglaterra, através da BBC. Ele comparou essa situação com episódios passados de guerra, citando o apoio esmagador à invasão do Iraque durante a primeira Guerra do Golfo e os eventos após os ataques às Torres Gêmeas. “Lembro na primeira Guerra do Golfo, contra o Iraque, o nível de popularidade da invasão militar, o apoio do povo estadunidense era de 90%. Depois das Torres Gêmeas, também o apoio para a segunda guerra no Iraque, que matou mais de um milhão de pessoas, foi quase 90%”, lembrou

No entanto, Mier expressou esperança ao mencionar as descobertas de uma pesquisa recente da CBS nos Estados Unidos. Segundo o jornalista, apesar da manipulação midiática, a pesquisa revelou uma resistência entre a população. "Apesar de toda essa avalanche publicitária a favor de Israel, apenas 47% dos democratas apoiam mandar armas para Israel. São 53% contra. 45% dos independentes são a favor. O único grupo demográfico que apoia, em maioria, mandar armas para Israel é o partido Republicano, do Donald Trump: 57%. São 43% contra. Mas isso é muito diferente de 2002 e 2003, quando quase 90% da população, de todos os partidos e os independentes, estava a favor daquela tentativa de genocídio no Iraque”, finalizou.

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