Genoino: "conjuntura atual lembra a do golpe de 2016"

Ex-presidente do PT alertou em entrevista à TV 247 que o lavajatismo permanece no sistema de justiça. "A virada institucional ainda não ocorreu". Assista

José Genoino
José Genoino (Foto: Valter Campanato/ABr)


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247 - O ex-presidente nacional do PT José Genoino caracterizou em entrevista à TV 247 o atual cenário político brasileiro como um período de desarranjo institucional que remonta ao golpe de 2016, contra a presidenta Dilma Rousseff. 

O entrevistado ressaltou os quatro anos de negacionismo e destruição que se seguiram à prisão do presidente Lula em 2018, contribuindo para a captura das instituições em meio a uma "bagunça" generalizada no país. Ele apontou a existência de um orçamento secreto no Congresso Nacional e a necessidade de ação do judiciário para conter a “volúpia autoritária” do então presidente Bolsonaro.

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A mudança de postura do Supremo Tribunal Federal (STF) foi citada como uma medida necessária diante do contexto político adverso. Genoino expressou a expectativa de que a eleição de Lula em 2022 e sua posse em 2023 representasse uma virada no quadro institucional, especialmente nas questões envolvendo as forças armadas e o sistema de justiça, "liimpando e livrando o sistema de justiça do lavajatismo!”

No entanto, o ex-deputado lamentou que essa virada ainda não tenha ocorrido, destacando a persistência do lavajatismo no sistema de justiça. Ele argumentou que é crucial uma discussão sobre a relação com o parlamento, evitando repetir práticas do passado.

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A tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 foi mencionada como um ponto crítico, levando o STF a assumir uma postura protagonista na esfera política de maneira positiva, segundo Genoino. Ele apontou a desorganização evidenciada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Senado e nas nomeações de Flávio Dino para o STF e Paulo Gonet para o cargo de procurador-geral da República (PGR) como parte de negociações e pressões que não deveriam advir do poder judiciário.

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