‘Guerra híbrida é permanente e a Argentina pode estar sendo vítima’, diz Celso Amorim

Alberto Fernández começa a sentir a pressão internacional e da imprensa, que incentivam protestos contra a gestão argentina. Celso Amorim alerta para um processo de fritura do governo, como aconteceu com Dilma. “Não vejo uma ameaça imediata, mas essa desestabilização vem aos poucos. Quem em 2013 poderia dizer que ia haver uma desestabilização?”. Assista na TV 247

Celso Amorim e Alberto Fernández
Celso Amorim e Alberto Fernández (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters)
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247 - Com os repetidos protestos contra o presidente da Argentina, Alberto Fernández, o ex-ministro Celso Amorim alertou à TV 247 que o país vizinho pode estar sob influência de forças exteriores na chamada “guerra híbrida”, que se manifesta muitas vezes pela imprensa local e internacional, e já começa a queimar a imagem do governo argentino.

Amorim ressaltou que não se deve descuidar de tais acontecimentos. Ele lembrou que em 2013, quando uma onda de protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff deu o primeiro passo para o caminho do golpe, ninguém poderia imaginar o resultado das manifestações. “A guerra híbrida é uma guerra permanente, então eu acho que sim, ele pode ser vítima. Eu não vejo assim uma ameaça imediata, mas eu acho que essa desestabilização vem aos poucos. Quem em 2013 poderia dizer que ia haver uma desestabilização? Nunca. Poderia pensar que aquilo iria ajudar o Aécio na campanha eleitoral, que poderia ter outros efeitos, mas eu jamais, ministro da Defesa, nunca me passou pela cabeça que pudesse ocorrer o que ocorreu. Então não se sabe”.

O ex-ministro ressaltou também que a Argentina é a única representante da esquerda na América do Sul, e por este motivo se torna alvo e deve ser protegida pelas campos progressistas. “A Argentina é hoje, fora a Venezuela, o único esteio de uma democracia progressista na América do Sul, então eu não duvido. Até tem editoriais do Globo já procurando criticar, dizendo que é autoritário e isso deixa eles em uma situação difícil porque ao mesmo tempo que eles teriam gente para se manifestar amplamente [a favor], acontece que o próprio governo prega o isolamento, prega o distanciamento e prega cautela, problemas que aqui também as forças de esquerda enfrentaram em determinado momento. De fato há uma situação, dura, difícil e o Alberto [Fernández] precisa de todo o apoio. Tem que estar muito atento”.

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