"Há chances reais de termos de volta a Refinaria Landulpho Alves", diz Deyvid Bacelar
Auditoria da CGU revela suspeitas na venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e dirigente da FUP fala em reestatização
247 – Uma entrevista exclusiva concedida por Deyvid Bacelar, dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), à TV 247 trouxe à tona novas perspectivas sobre a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) pela Petrobras ao fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. A recente auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) levantou suspeitas sobre o processo de venda durante o governo Bolsonaro.
Bacelar durante a entrevista afirmou que "Há chances reais de termos de volta a Refinaria". O dirigente da FUP expressou sua visão em relação à possível reestatização da RLAM, indicando um caminho de reversão da privatização realizada durante o governo Bolsonaro.
Deyvid Bacelar não poupou críticas ao governo Bolsonaro e aos gestores da Petrobras envolvidos no processo de venda da RLAM. Ele destacou que "sem dúvida foi um prejuízo para a nação e Bolsonaro deve pagar por isso". A referência ao prejuízo causado pela venda da refinaria indica uma posição firme em responsabilizar o governo e todos os envolvidos na transação.
Bacelar foi incisivo ao exigir a investigação e punição dos gestores da Petrobras que participaram da venda da RLAM, além de outras refinarias como REMAN e SIX. Em suas palavras, os envolvidos são considerados "vendilhões" e devem ser responsabilizados pelas suas ações.
A auditoria realizada pela CGU revelou fragilidades na venda da RLAM durante o governo Bolsonaro. O relatório apontou que a transação ocorreu abaixo do preço de mercado, sendo impactada pela queda nos preços do petróleo durante a pandemia da Covid-19. A ausência de uma "medição de probabilidade realista em eventos futuros" e o uso de metodologias não convencionais na transação foram destacadas como pontos críticos.
A CGU apontou que a venda da refinaria foi subfaturada, e a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestou interesse em investigar a conexão do caso com o recebimento de joias pelo clã Bolsonaro. Essa revelação adiciona mais complexidade ao cenário, sugerindo possíveis irregularidades adicionais relacionadas à transação.
O dirigente da FUP, Deyvid Bacelar, alinhou-se à conclusão da CGU ao afirmar que o prejuízo na venda da RLAM durante o governo Bolsonaro pode ser superior a R$ 10 bilhões. Essa cifra ressalta a magnitude das possíveis perdas financeiras para o país e fortalece o chamado por responsabilização e revisão do processo de privatização. Assista: