“Há um ‘palocismo’ sem Palocci na esquerda brasileira, uma corrente liberal infiltrada”, diz Breno Altman

"Há uma corrente dentro da esquerda que pensa a economia em termos liberais, e isso vai ajudando os liberais a ganhar espaço. É uma espécie de cavalo de tróia", avalia o jornalista

www.brasil247.com - Breno Altman, Lula e Palocci
Breno Altman, Lula e Palocci (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Ricardo Stuckert | Reuters)


247 - Em entrevista à TV 247, o jornalista Breno Altman comentou a reação de parte da esquerda à eleição do economista brasileiro Ilan Goldfajn como presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Goldfajn foi indicado pelo ministro bolsonarista da Economia, Paulo Guedes, e também já presidiu o Banco Central no governo Temer.

De acordo com Altman, a comemoração de alguns representantes da esquerda brasileira, inclusive membros do PT, em relação à indicação do economista ao BID mostra uma tendência liberal infiltrada nos setores progressistas locais: "embora os liberais tenham pouca força eleitoral e social, (...) eles contam com uma ajuda insuspeita, que é um certo crescimento, que já pode ser reparado, dentro do PT e do conjunto da esquerda, daquilo que a gente eventualmente poderia chamar de 'palocismo sem (Antonio) Palocci'; ou seja, uma corrente dentro da esquerda e do PT que pensa a economia em termos liberais. E aí isso vai ajudando os liberais a ganhar espaço também, é uma espécie de cavalo de tróia."

Antonio Palocci foi ministro da Fazenda no primeiro governo Lula, tendo permanecido no governo entre 2003 e 2006, com uma gestão de cunho liberal. Já no primeiro governo Dilma, chefiou a pasta da Casa Civil. Posteriormente, foi preso pela Operação Lava Jato e aceitou fazer um esquema de delação premiada; na ocasião, criou mentiras sobre os governos petistas para reduzir a própria pena.

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