James Green: “mesmo derrotado, o Bolsonaro não vai desaparecer”

Historiador e professor na Brown University, compara o Brasil aos Estados Unidos, “um país totalmente dividido”, onde Trump tem chances de voltar

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247 - Professor de História da América Latina na Brown University e grande conhecedor da política do Brasil e dos Estados Unidos, James Naylor Green vê com cautela a provável derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de outubro. “A ultradireita foi legitimada e fortalecida no Brasil”, diz. “Mesmo derrotado, o Bolsonaro não vai desaparecer”.

Ele compara o Brasil, onde está morando este ano para acompanhar a disputa presidencial e dar aulas na USP, com os EUA de hoje. “Um país totalmente dividido, com 40% x 40% e 10% que não está em nenhum lado”, afirma, em referência ao seu país de origem. Green acredita que, mesmo com os escândalos que vêm sendo revelados na CPI do Capitólio, Donald Trump tem chances de voltar a governar os norte-americanos.

Presidente do Conselho Diretivo do Washington Brazil Office, que reúne diversas entidades da esquerda e centro-esquerda nos dois países, o escritor vê como gravíssimas as denúncias de interferência de Trump na votação do estado de Georgia, revelada na última semana na CPI que ocorre em Washington, e acredita que o episódio pode levar a um processo separado. 

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Porém, sobre a invasão em si do Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021, apesar das evidências não só da participação, mas até de um papel de liderança assumido pelo ex-presidente na ação armada, acredita ser muito provável que ele não vá preso ou seja incriminado. “Isso nunca aconteceu na história em relação a um ex-presidente”.

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Green também comentou a vinda de Tucker Carlson, âncora da Fox News, ao Brasil, onde entrevistou Filipe G. Martins, assessor de Jair Bolsonaro, e o próprio presidente brasileiro. “É a ultradireita tentando se organizar internacionalmente. Reforçar laços para que Bolsonaro seja reeleito. Ele está trabalhando com a base dele, na internacionalização da base”, diz, observando, no entanto, que não se trata de “nenhuma influência importante” e não acredita que haja algum efeito concreto nas eleições.

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O professor reforça que os Estados Unidos, hoje sob a presidência de Joe Biden, “vão reconhecer as eleições brasileiras e querem eleições limpas”.

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