Jean Wyllys conta por que foi pro exílio: 'ficando no Brasil, eu poderia ter o mesmo fim de Marielle'

O ex-deputado Jean Wyllys (PT) também antecipou alguns pontos do seu doutorado, em que estuda a desinformação e as fake news, ressaltando que é vítima das mentiras promovidas pela extrema direita

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(Foto: Reprodução)


247 - O ex-deputado Jean Wyllys (PT) contou sobre o seu exílio em entrevista à TV 247, destacando que só volta para o Brasil se o ex-presidente Lula (PT) ganhar a eleição contra Jair Bolsonaro, de extrema direita. Ele contou que decidiu deixar o Brasil depois de uma jantar com a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) no Rio de Janeiro e de conversar com o ex-presidente Pepe Mujica no Uruguai.

Ele acha que, ficando no Brasil, poderia ter o mesmo fim da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), que foi assassinada por milicianos no Rio de Janeiro, em 2018. “Como eu vinha sob muitas ameaças, eu achei que eu seria o próximo. Claro que eles me matariam”, destacou Wyllys, lembrando sua afetividade emocional com Marielle. 

Ele ressaltou que estava sob ameaça forte desde o cuspe contra Bolsonaro no dia da votação do impeachment da Dilma, quando o então deputado de extrema direita homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Wyllys ainda relembra o período em que esteve na Câmara dos Deputados, quando tinha mandato pelo PSOL, e lamenta que a esquerda não tenha apoiado seus projetos e o defendido dos ataques covardes.

Fake News

Jean também antecipou alguns pontos do seu doutorado, em que estuda a desinformação e as fake news. Ele lembrou que a desinformação se transformou num objeto de sua investigação por querer estudar um “fenômeno global” e “porque sou vítima”.

“A extrema direita faz a leitura muito mais rápida de que as novas tecnologias podem servir à organização política, mas também a uma nova propaganda, à mobilização política”, destacou Jean Wyllys, que faz pós-graduação na Universidade de Barcelona.

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