"Lula vai jogar pesado pela tributação dos mais ricos", diz Fernando Horta
Historiador diz que não há outro caminho para equilibrar as contas públicas
247 – No programa "Brasil Agora" da TV 247, o historiador Fernando Horta fez declarações contundentes sobre a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação à tributação das camadas mais ricas da sociedade brasileira. Horta destacou a determinação de Lula em romper com estruturas oligárquicas e implementar medidas para tornar a carga tributária mais equitativa, colocando o ônus sobre os ombros daqueles que têm mais recursos financeiros.
Fernando Horta começou suas observações ressaltando que o presidente Lula não se encaixa na imagem de um líder político "terrivelmente de esquerda", uma caracterização frequentemente atribuída ao ex-presidente. Ele apontou que Lula está adotando uma abordagem pragmática e centrada na justiça fiscal.
O historiador enfatizou que Lula está determinado a romper com a estrutura oligárquica que historicamente dominou o Brasil. Horta elogiou a coragem do presidente em propor medidas que visam tributar de forma mais significativa os mais ricos da sociedade, incluindo a taxação de rendimentos de fundos exclusivos, conhecidos como fundos dos "super-ricos".
Fernando Horta destacou um desequilíbrio percebido na carga tributária brasileira, afirmando que a classe média muitas vezes paga mais impostos do que os milionários. Ele enfatizou a importância de tornar o sistema tributário mais equitativo e justo, garantindo que aqueles que têm mais recursos contribuam de maneira proporcional para o financiamento do Estado.
As declarações de Fernando Horta ocorreram no contexto das medidas fiscais anunciadas pelo presidente Lula. Entre essas medidas, destacam-se a tributação de 15% a 20% sobre os rendimentos de fundos exclusivos, bem como a proposta de tributar o capital de residentes brasileiros aplicado em paraísos fiscais, como offshores e trusts.
Lula enfatizou a importância de garantir uma contribuição mais justa e equitativa para o Imposto de Renda, colocando a responsabilidade sobre aqueles que têm maior capacidade financeira. Ele argumentou que essa abordagem é fundamental para criar uma sociedade mais igualitária, onde todos tenham acesso a empregos, educação, cultura e oportunidades. Assista:
