"O imperialismo utiliza o povo negro, um povo oprimido, para legitimar seus propósitos criminosos", diz Rui Costa Pimenta
Presidente do PCO afirmou o veto dos EUA ao cessar fogo, por meio da embaixadora negra Linda Greenfield, é o retrato da política identitária
247 – O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, afirmou, em entrevista à TV 247, que o imperialismo usa a política identitária como uma arma para legitimar ações de opressão. "O imperialismo utiliza o povo negro, um povo oprimido, para legitimar seus propósitos criminosos. O identitarismo é isso: usar os negros como testas-de-ferro para justificar os maiores crimes do mundo. O negro não pode ser usado como uma máscara dos opressores", afirmou, ao comentar o veto estadunidense à resolução apresentada pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU por um cessar-fogo, por meio da embaixadora negra Linda Greenfield.
Ele também avaliou que há uma proximidade entre o identitarismo e o sionismo. "O sionismo faz propaganda de que Israel é a pátria gay do Oriente Médio. Muitos intelectuais brasileiros estão calados porque têm medo do lobby sionista", disse ele. "É nas crises que se percebe o verdadeiro caráter das pessoas. A luta é do imperialismo contra os povos oprimidos do mundo", acrescentou.
Segundo ele, Estados Unidos e Israel não desistiram da ocupação terrestre de Gaza, mas sabem que não será um passeio. Ele também afirmou ser "espantoso que a mídia brasileira dê ouvidos à máquina de propaganda de Israel". Durante a entrevista, ele também criticou a posição do governo Lula, em relação à guerra. "Sabemos das dificuldades do governo do PT, mas o governo entrou numa lógica de capitulação ao imperialismo. A resolução brasileira classificava o Hamas como terrorismo", afirmou.
Segundo o presidente do PCO, o Brasil deveria romper relações diplomáticas com Israel. "A meu ver, Lula deveria enfrentar a pressão. A defesa de Israel permite um reagrupamento de toda a direita", afirmou. "O PT deveria organizar grandes atos contra a ocupação israelense da Faixa de Gaza. A política de Benjamin Netanyahu é de extrema direita. Netanyahu é um açougueiro, um mini Adolf Hitler. Se você concilia com isso, você fortalece o fascismo dentro do Brasil. O acontecimento na Palestina é um grande teste para os países que desafiam o imperialismo", finalizou. Assista: