'Precisamos de mais lideranças pretas na esquerda', declara Tiago Santana, presidente do PT no RJ

Um dos convidados do programa “Um Tom de resistência”, Tiago também falou a respeito da importância de Lula como líder político e sobre a candidatura de Benedita da Silva a prefeitura da cidade. A cantora e atriz gaúcha Glau Barros, foi outra convidada do debate

Tiago Santana
Tiago Santana (Foto: Reprodução/Facebook)
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247 - Nascido e criado na comunidade da Vila Kennedy, zona oeste do Rio de Janeiro, Tiago Santana chegou a presidência municipal do PT no Rio de Janeiro, como ele mesmo disse, “matando um leão por dia”.

Ressaltando no programa “Um Tom de resistência”, da TV 247, a importância de se ter mais pretos à frente das lideranças de esquerda, ele fez uma análise do atual cenário. “Acho que ainda falta uma representatividade maior na esquerda. A grande massa do povo trabalhador brasileiro, em sua maioria preta, ainda não está representada como deveria. Mas em comparação com os partidos de direita e extrema direita, onde eles sequer aparecem, há um grande avanço”, salientou.

Questionado se o PT tinha se distanciado da base nos últimos anos, Tiago disse que essa é uma de suas preocupações no comando do partido no município do Rio de Janeiro e lembrou a origem da sigla, tendo o ex-presidente Lula como símbolo maior da legenda. “O Lula é uma referência popular. Ele carrega um simbolismo muito grande. Tem a marca do povo brasileiro sofrido, do nordestino, do cara que lutou muito para chegar onde chegou. Ele foi o único presidente que se dispôs a fazer uma reparação social, através das políticas afirmativas. Coisa que os governos anteriores nunca tiveram interesse”, pontuou Tiago.

Ele também respondeu o porquê de Benedita da Silva ser a melhor opção para a cidade do Rio de Janeiro. “Quando eu vim para o PT, foi por ter olhado para a Benedita e me sentir representado. A Benedita representa o povo, porque já passou por todas as situações que o povo enfrenta. Ela tem vivência e experiência. E isso faz dela a melhor candidata para a nossa cidade”. 

No segundo bloco do programa, o papo foi com Glau Barros. A cantora e atriz falou sobre sua carreira, de seu mais recente trabalho musical, o CD “Brasil Quilombo”, e sobre o momento que a arte e a cultura atravessam no Brasil. A artista, que também é diretora cultural do Clube Social Negro Seis de Maio, começou falando sobre a origem do clube e da sua importância para o povo preto de Porto Alegre. “O clube foi inaugurado em 1940, uma vez que a negritude gaúcha não tinha um espaço social para confraternizar, fazer as suas festas e também não podiam frequentar os clubes sociais do estado, porque eram todos tradicionalmente brancos. Não apenas o Seis de Maio, mas outros clubes também foram abertos para fortalecer e dar representatividade a população negra do Rio Grande do Sul”, explicou a cantora.

Ela lembrou do início de sua carreira e de como a influência do samba em suas raízes familiares foi determinante. “Na década de 1970, o que eu tenho de memória musical vem da minha família, que sempre foi ligada ao carnaval e ao samba. Também me inspirei em artistas como Alcione, Clara Nunes e Roberto Ribeiro, que na época estavam em plena efervescência com o samba”, lembrou ela. O seu CD “Brasil Quilombo”, foi considerado pela crítica gaúcha o melhor álbum de samba de 2019, e tem entre as faixas a romântica "Eu te amo como um colibri", um poema da atriz e escritora Elisa Lucinda, musicado pelo produtor Gelson de Oliveira especialmente para o disco de Glau Barros.

Inscreva-se na TV 247 e assista ao "Um Tom de resistência" na íntegra:

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