Previsões para 2026: astrólogo Carlos Harmitt aponta ano tenso na política e no mundo
Em entrevista, Carlos Harmitt explica a astrologia sistêmica e comenta cenários para Lula, Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes e a ascensão da China
247 - O fim de 2025 e a chegada de 2026 aparecem, na leitura do astrólogo Carlos Harmitt, como um período de forte desgaste político, com risco de “luto” coletivo, tensões internacionais e um ambiente social ainda marcado pela polarização e pela desinformação. As avaliações foram apresentadas por Harmitt, responsável pelo canal Astrologia Sistêmica, em entrevista à TV 247.
O que é astrologia sistêmica, segundo Armitt
Logo no início, Harmitt buscou diferenciar sua abordagem do horóscopo popularizado na internet. Para ele, a chamada astrologia sistêmica parte da ideia de que há uma ligação profunda com a ancestralidade e que padrões se repetem ao longo do tempo, tanto na vida individual quanto no plano coletivo.
“A astrologia sistêmica, ela parte do princípio de que nós temos uma conexão muito inconsciente, profunda com a história da nossa ancestralidade”, afirmou. Na sequência, ele explicou que o mapa astrológico, por si só, não “cumpre” nada sem o sujeito que vive a própria trajetória: “Esse personagem só existe porque existe o pai e uma mãe, um DNA”.
O astrólogo também recorreu ao conceito de “campo morfogenético” — descrito por ele como uma espécie de memória coletiva — para justificar repetições históricas. “É só a gente estudar a história, a gente vê que tem certas coisas que vão se repetindo de geração em geração no nosso país”, disse.
Polarização, bolsonarismo e “histeria coletiva”
Ao comentar os anos recentes, Harmitt avaliou que a radicalização política no Brasil chegou a um nível de “birra de quinta série”, e atribuiu papel central a Jair Bolsonaro no processo: “É inegável que o Bolsonaro ele tem culpa no cartório em todas essas coisas, porque ele que detonou esse processo”.
Ele também associou o período a um ciclo astrológico que favorece surtos coletivos: “A gente viveu aí desde 2011 um trânsito de Netuno em Peixes e isso favorece episódios de histeria coletiva”. Nesse contexto, ele citou eventos internacionais e lembrou Donald Trump, identificado na conversa como um fenômeno político que, segundo Harmitt, também impulsionou episódios “bizarros” desde 2016 — referência ao atual presidente dos Estados Unidos.
Como ele diz fazer previsões
Provocado sobre acertos anteriores, Harmitt afirmou que trabalha com ciclos e repetições, olhando para o passado para projetar tendências. “A astrologia vai trabalhar ciclos planetários”, disse, ao defender que o erro seria reduzir o tema ao misticismo. Ele exemplificou com o encontro cíclico de Júpiter e Saturno: “A cada 20 anos eles se encontram e acontece um evento impactante na vida coletiva. Então, em 2020… a gente teve a pandemia. Em 2001… as Torres Gêmeas”.
Sobre seu método, resumiu: “Muito da previsão é você olhar pro passado… e aí você joga futuro e fala: ‘Bom, provavelmente nessa data vai acontecer de novo alguma coisa’”.
2026 e o “grande luto”: alerta e incerteza
Uma das passagens mais sensíveis da entrevista foi quando Harmitt mencionou a possibilidade de um grande luto no Brasil em 2026. Ele relacionou a hipótese a um ponto simbólico do mapa astrológico associado ao país e disse que, quando esse grau teria sido “tocado” em outros momentos, houve comoção nacional.
“Eu tenho colocado a possibilidade da gente ter um grande luto no país. Agora quem vai ser? Eu não sou vidente”, afirmou, reforçando que seu trabalho seria “cálculo” e que não se trata de cravar o evento com precisão absoluta: “Aonde vai cair o raio a gente não sabe”.
Jair Bolsonaro, Trump e líderes sob “energia densa”
Ao ser questionado diretamente sobre Jair Bolsonaro em 2026, Harmitt foi categórico ao dizer que não enxerga um período favorável. “Olha, não é um bom momento”, disse. Em seguida, apontou o agravamento: “Depois do aniversário dele, a situação de saúde realmente tende a deteriorar”.
Na mesma linha, afirmou que haveria sinais de declínio para outras lideranças internacionais, citando Donald Trump , Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu. “Tem várias lideranças… com os mapas aí… batendo aí o cartão de saída”, declarou. E completou, ao falar do cenário global: “Por volta ainda de 20 de janeiro, mais precisamente dia 27 de janeiro, a gente tem uma energia muito densa, muito pesada nesse período, não só para o Brasil, mas pro mundo também”.
Milei, Putin e o tabuleiro internacional
Sobre Javier Milei, presidente argentino, Harmitt descreveu um ambiente de deterioração e disse que a crise poderia vir de dentro do núcleo familiar. “Eu não vejo também longevidade para esse mandado… a queda vem pela irmã”, afirmou.
Em relação a Putin, disse ver sinais de encerramento da guerra na Ucrânia, embora sem detalhar termos: “Provavelmente a guerra da Ucrânia cesse… tão só escolhendo uma data”. Ao mesmo tempo, apontou possível aquecimento de tensões no entorno do Cáucaso: “A coisa vai ferver de novo”.
Alexandre de Moraes: pressão, mas sem “piora”
O ministro Alexandre de Moraes também entrou na leitura do astrólogo, que o descreveu como alguém com “fortaleza” e capacidade de atravessar a turbulência. “Eu vejo que isso daí vai ser passageiro, não vai deixar marcas… ele passa e ganha força”, afirmou, acrescentando que as investigações sobre desinformação e responsabilidades teriam desdobramentos: “Alguém vai pagar por isso, com certeza”.
Lula, reeleição e o desgaste do ano eleitoral
Ao falar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Harmitt declarou apoio à reeleição, mas insistiu que tenta separar preferência política e leitura astrológica. “A astrologia não tem cor partidária”, afirmou. Para ele, 2026 tende a ser um teste de resistência para o presidente: “Vai ser um ano exaustivo politicamente… vai ser uma maratona bem complicada”.
Ainda assim, disse enxergar um quadro eleitoral mais favorável do que em 2022, caso Lula seja candidato: “A situação astrologicamente está até melhor do que 2022”. E concluiu que não vê desistência: “Eu não acredito que ele vai sair não… a não ser que aconteça alguma coisa muito estapafúrdia em termos de saúde, mas eu não vi isso no mapa dele”.
China como “tema de 2026” e disputa com o Ocidente
Em um trecho longo sobre geopolítica, Harmitte afirmou que a China deve ocupar o centro das atenções no próximo ano, por avanços e riscos. “A China vai ser o tema de 2026 pelas coisas boas e ruins que vão vir dali”, disse, mencionando inclusive a possibilidade de um grande evento traumático.
Ao mesmo tempo, indicou que o país teria capacidade de superar crises e seguir com projetos estratégicos: “Eu vejo… o projeto da Rota da Seda dando certo”. Ele também apontou que a reação de Estados Unidos e União Europeia pode se intensificar em frentes como Taiwan, Tibete etc: “o Ocidente está batendo em cima da China”.
Juventude, influencers e o futuro da política
Na avaliação do astrólogo, a esquerda enfrenta dificuldades de diálogo com a geração Z, o que abriria espaço para discursos neoliberais e para o poder de influencers e igrejas. “O grande problema hoje que eu vejo da esquerda é a não conexão com essa geração Z”, afirmou. E alertou para frustrações futuras: “Nós podemos ter… pessoas extremamente ressentidas e frustradas que daí vão tender pro nazifascismo”.
Pós-Lula, João Campos e a leitura sobre Dilma e Moro
Sobre o cenário pós-Lula, Harmitt mencionou João Campos como um nome com “grandes chances de ser presidente do país”, embora reconheça resistências internas na esquerda. “O mapa dele tem uma promessa”, disse.
Ele também comentou o ex-juiz e senador Sergio Moro, sugerindo que poderia deixar o país: “Eu não me surpreenderia se em 2026 a gente visse… que ele renunciou e está indo embora”. E, ao falar de Dilma Rousseff, projetou reavaliação histórica: “Ela vai se consolidar como uma das figuras femininas mais relevantes do século XX no Brasil… ainda vão surgir coisas… que vão mostrar que aquilo tudo foi um golpe”. Assista:
