Tereza Campello: “Não queremos entregar apenas um cartão com dinheiro, queremos muito mais”

Ex-ministra enfatiza necessidade de reconstruir políticas públicas: "queremos enfrentar a pobreza nas suas múltiplas dimensões; garantir o acesso à água e alimentos de qualidade"

www.brasil247.com - Tereza Campello e cartão do Bolsa Família
Tereza Campello e cartão do Bolsa Família (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil | Agência Senado)


247 - Em entrevista à TV 247, a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello falou sobre o desafio da reconstrução das políticas públicas que o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que enfrentar, após quatro anos de "destruição muito grande" provocada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

Questionada sobre quanto tempo será necessário para tirar o Brasil do mapa da fome novamente, Campello, que também integra o Grupo de Trabalho da Assistência Social da equipe de transição do novo governo, afirmou: "Nós temos um tempo da reconstrução da política pública que é importante a gente colocar nessa conta, porque a destruição foi muito grande e reconsruir não será trivial. É importante que a população saiba do esforço que teremos que fazer para entrar em rota de voo mais uma vez."

A ex-ministra ressaltou que a ideia do governo Lula não é apenas fazer a transferência de renda ao povo mais pobre, mas também garantir melhorias estruturais nas condições de vida: "Não queremos só que a pessoa tenha um cartão com  dinheiro (em referência ao Bolsa Família), nós queremos muito mais: queremos enfrentar a pobreza nas suas múltiplas dimensões; garantir o acesso à água, a alimentos de qualidade."

Apesar do desafio, Campello acredita que será mais rápido do que nos primeiros governos Lula: "Então, responder, assim, na lata, quanto tempo vai demorar, certamente não vamos levar o tempo que levamos de 2003 a 2013 para sair do mapa da fome. Eu tenho muita convicção de que, como nós conhecemos esse caminho, como a máquina pública também viveu essa experiência, e eu acredito que nós vamos contar agora com um conjunto de forças olhando para isso."

"Qual o principal ativo que nós temos, além do Estado brasileiro, com toda sua capacidade, apesar da destruição? É a capacidade do presidente Lula de mobilizar a sociedade, os governadores, prefeitos... não é só programa do Lula passar os 600 reais. Não! O programa é: como vamos chamar governadores, prefeitos, rede de assistência social, a agricultura familiar e camponesa, essa grande rede, para que de largada a gente tenha políticas postas na rua", acrescentou.

"E acho que temos que ter como parâmetro o que nós fizemos, com muito sucesso: a grande questão do Brasil não foi só ter saído do mapa da fome; é como um país de 215 milhões de habitantes, com tamanho território, tenha saído do mapa da fome em tão pouco tempo, em 10 anos", concluiu a ex-ministra.

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