Bolsonaro cumprimenta Rayssa pela prata na Olimpíada e defende menos imposto para skate

Bolsonaro também ironizou quem o criticou na época por ter baixado a taxação do equipamentos esportivo e não de alimentos, como arroz e feijão. “Apanhei também. [Disseram que eu] deveria ter baixado o imposto do feijão, do arroz e não do skate. O tempo todo [me atacam]”,

Rayssa Leal
Rayssa Leal (Foto: Divulgação)
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247 - Jair Bolsonaro parabenizou apenas na noite desta segunda-feira (26) a skatista Rayssa Leal, de 13 anos, pela medalha de prata que ela conquistou  nas Olimpíadas de Tóquio. 

Em conversa com apoiadores, ao chegar no Palácio do Alvorada, Bolsonaro lembrou que reduziu o imposto para a importação de skate e também, por outro lado. 

“Teve uma menina agora que teve medalha de prata no skate, né? Em 1º de junho, se não me engano, eu zerei, zerei não, eu passei de 20% para 2% o imposto de importação do skate. Ela não ganhou por causa disso. Mas eu passei para 2% exatamente para estimular a garotada a usar o skate. É esporte”, afirmou. 

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Bolsonaro também ironizou quem o criticou na época por ter baixado a taxação do equipamentos esportivo e não de alimentos, como arroz e feijão. “Apanhei também. [Disseram que eu] deveria ter baixado o imposto do feijão, do arroz e não do skate. O tempo todo [me atacam]”, completou em tom de ironia.

Leia também matéria da regência Reuters sobre o assunto:

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TÓQUIO (Reuters) - A brasileira Rayssa Leal, de 13 anos, ganhou a prata no skate street na Olimpíada de Tóquio nesta segunda-feira e tornou-se a mais jovem medalhista olímpica da história do Brasil, fazendo parte de um pódio formado por adolescentes, com a japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos, levando o ouro, e a compatriota Funa Nakayama, de 16, ganhando o bronze.

Apesar das arquibancadas vazias por causa da pandemia de Covid-19, Rayssa contou com o maior apoio dos presentes, com as companheiras de seleção mais velhas Pamela Rosa e Leticia Bufoni, que não se classificaram para a final, a apoiando o tempo durante a rodada decisiva. Elas consolaram Rayssa quando ela chorou depois de não conseguir completar uma manobra, o que pareceu momentaneamente abalar a confiança que ela mostrou nas eliminatórias.

Ao final da prova e com a conquista da prata, Rayssa disse a repórteres que pretende fazer uma festa com seus amigos quando retornar ao Brasil. Ela afirmou que não deve haver barreiras de gênero no esporte.

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"Minha história e a história de muitas outras skatistas que quebraram todo esse preconceito, toda essa barreira de que o skate era só para menino, para homem, e saber que estou aqui e posso segurar uma medalha olímpica, é muito importante para mim", disse ela.

Do alto de seus 1,47m de altura e 35kg, Rayssa também brincou com a medalha que acabara de conquistar e que a colocou nos livros da História olímpica do Brasil.

"Pesa mais do que eu", brincou ela, que durante a competição se destacou também pela descontração, dançando e interagindo com as adversárias.

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