Brasil tem maior rede de infraestrutura esportiva da história em construção, afirma André Fufuca
Ministro destaca mais de 2 mil obras em construção, em especial as Arenas Brasil, que está em funcionamento e devem chegar a mil municípios
247 - O Brasil vive um dos maiores ciclos de expansão da infraestrutura esportiva pública já registrados, com obras em andamento em todas as regiões do país. Segundo o ministro do Esporte, André Fufuca, mais de 2 mil projetos estão atualmente em construção, incluindo estádios, ginásios, quadras, campos e arenas, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal.As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). No programa, o ministro destacou o impacto social desses equipamentos para fortalecer o esporte como instrumento de inclusão e melhoria da qualidade de vida.
Durante a entrevista, André Fufuca afirmou que o país está formando a maior rede pública esportiva já construída. “Ministério do Esporte hoje tem a maior rede de infraestrutura esportiva da história em construção. Para que você tenha uma noção, nós estamos falando de mais de 2 mil obras. O maior número de municípios beneficiados por estrutura esportiva na história”, declarou.
O ministro também ressaltou a retomada e ampliação da atuação federal no setor esportivo a partir de 2023. “Um ministério que não existia (até 2023), hoje é um ministério que abraça o país inteiro, que tem obras nos 27 estados, nas cinco regiões, e que pela primeira vez olha para os invisíveis, aqueles que nunca foram olhados”, disse.
Arenas Brasil devem alcançar mil municípios até 2027
Entre os principais projetos citados pelo ministro estão as Arenas Brasil, iniciativa incluída no eixo de Infraestrutura Social e Inclusiva do Novo PAC. O programa tem como meta atingir 500 municípios ainda em 2026 e chegar a mil cidades até o final de 2027.
De acordo com os dados apresentados na entrevista, em 2025 foram habilitados 260 municípios, com investimento estimado em cerca de R$ 390 milhões nesta etapa. As unidades instaladas em áreas de maior vulnerabilidade social seguem um modelo padronizado que inclui campo society com grama sintética, quadra de basquete 3x3, pista de caminhada, parque infantil e iluminação em LED.
Até agora, 12 arenas já foram entregues à população, enquanto outras 30 já estariam em funcionamento, segundo informou o ministro durante o programa.
Ao comentar o impacto do projeto, André Fufuca afirmou que as Arenas Brasil foram pensadas para transformar terrenos antes degradados em espaços públicos voltados à convivência e ao esporte.
“A gente costuma dizer que naqueles locais onde antes se jogava lixo, que eram terrenos baldios, hoje é um depósito de sonhos. A gente vê os lugares onde já foi inaugurada a alegria da população, que antigamente tinha uma área abandonada e hoje tem lá uma praça esportiva que vai a senhora no fim da tarde fazer caminhada, o senhor no começo da manhã fazer caminhada, o jovem usar o campo society, as crianças usam o playground, enfim, dar vida”, afirmou.
Lei de Incentivo ao Esporte vira política permanente
Outro ponto destacado pelo ministro foi a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente, sem prazo para encerramento, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Fufuca, a mudança amplia a previsibilidade e permite planejamento de longo prazo para iniciativas esportivas em todo o país.
A legislação prevê aumento gradual do teto de dedução do Imposto de Renda para empresas, passando de 2% para 3% a partir de 2028. Projetos voltados à inclusão social seguem com possibilidade de dedução de até 4%, enquanto pessoas físicas podem deduzir até 7% do IR.
O ministro apresentou ainda um balanço do volume de recursos movimentados desde 2023. Segundo ele, já foram captados mais de R$ 2,6 bilhões, com 18.180 projetos apresentados e mais de 3 mil termos de compromisso assinados.
“Chegamos a marca de mais de um milhão de pessoas beneficiadas pela primeira vez na história. Existem centenas de núcleos esportivos hoje mantidos em todo o Brasil. Estou falando aqui desde a periferia de Crateus, no Ceará, até um bairro de São Paulo. Existem programas, como no caso em São Paulo, que só um programa tem mais de 16 mil crianças (beneficiadas)”, disse.
Ministro defende ajustes para reduzir desigualdade regional na captação
Fufuca também defendeu mudanças no modelo de distribuição dos recursos captados pela Lei de Incentivo, argumentando que existe concentração de investimentos nas regiões Sul e Sudeste, onde estão instaladas as maiores empresas do país.
“Eu defendo, inclusive, que nós possamos ter uma alteração para que uma parte desses recursos seja dividido de uma forma igual. Há uma concentração muito forte hoje no Sul e Sudeste. Porque as grandes empresas, grandes indústrias estão lá”, afirmou.
O ministro completou dizendo que o Norte e Nordeste acabam enfrentando mais dificuldade para captar investimentos. “Então é mais fácil que aquelas pessoas que têm programas, elas tenham a captação dessas grandes empresas. Até porque no Norte e Nordeste tem menos empresas e menos fábricas do que tem no Sul e Sudeste”, declarou.
Ao final, André Fufuca defendeu mudanças legislativas para ampliar o alcance regional do programa. “Eu sou favorável que nós possamos alterar de alguma maneira, pode ser através de um projeto de lei. A gente agradece a todos que fazem essa parceria, agradecemos as empresas, agradecemos aqueles que acreditam na Lei de Incentivo, mas a gente acha que esse programa deve ser aperfeiçoado também, chegando mais ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil”, concluiu.


