Carro de Marcinho estava acima da velocidade permitida quando matou casal no Rio, diz laudo

O carro do ex-jogador do Botafogo Marcinho estava entre 86 e 110 km/h quando ele atropelou e matou um casal de professores no Recreio dos Bandeirantes, segundo laudo da Polícia Civil

Marcinho
Marcinho (Foto: Divulgação | Divulgação)
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247 - O carro do ex-jogador do Botafogo Marcinho (Márcio Almeida de Oliveira) estava entre 86 e 110 km/h quando ele atropelou e matou um casal de professores no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, segundo laudo da Polícia Civil obtido pela TV Globo.

Para concluir sobre a velocidade, peritos utilizaram o chamado "Modelo de Happer", com base na distância que a vítima foi arremessada com o impacto. O acidente ocorreu no último dia 30, na orla do Recreio, na Avenida Lúcio Costa, onde a velocidade máxima permitida é de 70 km/h.

Marcinho disse à polícia que estava a 60 km/h, mas foi desmentido por testemunhas. O professor Alexandre Silva de Lima morreu na hora e sua mulher, a professora Maria Cristina José Soares, foi hospitalizada mas morreu na quarta-feira, 6. Os dois eram professores do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet.

Marcinho não prestou socorro às vítimas após o atropelamento, fugindo do local do acidente, alegando ter medo de ser linchado. 

"Nós não verificamos, no caso concreto, nenhum risco de linchamento. Isso ficou apenas nas alegações dele", disse o delegado Alan Luxardo, responsável pelo caso.

"Eu não entendi até no depoimento dele, porque ele diz que já estavam juntando pessoas, mas como juntando pessoas, se ele nem parou o carro? Então como é que ele viu que estavam juntando pessoas?", questionou Márcio Albuquerque, advogado das vítimas.

Ele responde por duplo homicídio doloso (quando não há a intenção de matar).

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