Craque Neto detona Neymar após jogador dizer que deseja uma vida normal: "vá pegar um metrô" (vídeo)
Apresentador rebate declaração do jogador do Santos sobre trabalho em folgas e expõe realidade de profissionais brasileiros
247 - O apresentador Craque Neto fez duras críticas ao atacante Neymar Jr. após uma declaração do jogador sobre a rotina de trabalhadores brasileiros durante folgas e feriados. A repercussão ocorreu durante o programa Donos da Bola, exibido pela Band.
A polêmica começou após Neymar publicar um vídeo em seu canal no YouTube, no qual comentou sobre a própria rotina como atleta profissional e questionou o comportamento de trabalhadores em momentos de descanso. A fala gerou forte reação nas redes sociais e motivou o posicionamento incisivo de Neto ao vivo.
Durante o programa, o ex-jogador demonstrou indignação com o tom da declaração do camisa 10 do Santos e destacou o distanciamento entre a realidade do atleta e a da maioria da população brasileira.“Então, sabe o que você faz? Vai no metrô. Anda de metrô. Vai de ônibus. Vai no supermercado fazer compra igual eu vou. Ou quando as pessoas normais fazem. Você não quer ser normal? Então, vai. Vai, ué. Vai ser normal. Agora, você não é normal. Muito pelo contrário, você é o Neymar, um dos maiores atletas do mundo, que tem 300 milhões de seguidores”, iniciou.
Na sequência, Neto ampliou a crítica ao comparar a rotina de profissionais comuns com a do jogador, ressaltando a necessidade de trabalhos extras para complementar renda.“Os câmeras aqui [da Band], muitos fazem aplicativo depois do trabalho. Maioria, 99%. Polícia, polícia faz bico. Então, como você não entende muito disso, porque você é trilhardário e é uma visão sua, porque um cara que compra o carro do Batman é isso, é o que você pensa é isso.”
A fala de Neymar, que originou a controvérsia, foi marcada por um tom de desabafo. O jogador questionou as críticas que recebe e comparou sua rotina à de outras pessoas, defendendo o direito de viver momentos comuns fora do futebol.“Tenho os mesmos sentimentos que você: eu também sofro, sinto dor, acordo de mau humor, eu choro, fico puto, fico feliz — normal. Por que não posso fazer coisas normais? Não sei qual é a sua profissão, mas, quando você tem uma folguinha, o que você faz? Fala para mim: você vai trabalhar de novo? Na sua folga, você, que é trabalhador, vai trabalhar de novo?”, perguntou.
O atleta também falou sobre a pressão constante e a dificuldade de lidar com julgamentos públicos ao longo da carreira.“Eu fico chateado de ver que existem pessoas que não gostam de mim de alguma forma. Eu não posso errar, não posso. Mas já errei para porra. Eu abaixo a cabeça, assumo, e faz parte. Tenho 34 anos, já errei muito e ainda vou errar para porra”, finalizou.