Demissão de Ramon do Vasco expõe fragilidade do modelo de futebol no Brasil

O técnico foi culpado por problemas que são responsabilidade da diretoria cruzmaltina

(Foto: Rafael Ribeiro - Vasco)
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247 - A decisão do Vasco de demitir seu técnico, Ramon Menezes, após derrota para o Bahia por 3 a 0 na última quarta-feira (7) vem sendo muito criticada. Após 14 rodadas, o time que começou bem a temporada teve uma sequência de maus resultados que foram responsabilizados no técnico. 

Segundo Leonardo Stein, do blog esportivo Trivela, a decisão de demitir Ramon escancara um dos maiores e mais recorrentes problemas do futebol brasileiro: a falta de continuidade de projetos técnicos por conta da priorização dos resultados imediatos.

Para ele, “não há qualquer priorização a uma filosofia de jogo ou a uma análise das limitações presentes em São Januário. Se o ‘ramonismo’ elevou a empolgação entre os cruzmaltinos, pior a Ramon. Se os outros responsáveis pelos problemas do Vasco não vão perder sua boquinha, mais fácil demitir o técnico fragilizado pelas dificuldades em campo durante a má fase”.

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Além disso, Stein critica a má gestão do Vasco em relação à composição do elenco, que não possui peças o suficiente para suportar uma temporada inteira.

Desta forma, uma ilusão perigosa é criada no clube: a de que os problemas dentro de campo ocorrem em função de problemas exclusivamente do time e do técnico. Isso pode gerar um ambiente onde a diretoria se comporta de maneira displicente em seus ofícios, prejudicando o clube no longo-prazo.  

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