Governo vai cobrar, de novo, ações mais duras da Conmebol contra o racismo
Os ministros Flávio Dino e Anielle Franco elaboraram um documento instando a Conmebol a tomar medidas mais rigorosas diante das repetidas ocorrências de racismo em suas competições
247 - Na noite de quinta-feira (10), durante o jogo entre São Paulo e San Lorenzo pela Copa Sul-Americana, uma cena chocante de racismo veio à tona, gerando mais uma vez indignação. Dois torcedores do time argentino lançaram uma banana em direção a um jovem torcedor negro de 12 anos que estava apoiando o time paulista. Ambos foram detidos pelas autoridades.
Em resposta a esse episódio, os ministros Flávio Dino (Justiça) e Anielle Franco (Igualdade Racial) elaboraram um documento que será enviado à Conmebol, instando por medidas mais rigorosas diante das repetidas ocorrências de racismo em competições sob sua jurisdição, informa Ricardo Noblat, do Metrópoles.
Em junho, o ministro Flávio Dino já havia pedido às autoridades argentinas uma ação mais enérgica contra torcedores do River Plate, que haviam insultado torcedores do Fluminense com gestos racistas durante um jogo da Copa Libertadores da América.
A Conmebol recentemente aumentou as penalidades financeiras para casos de racismo, elevando-as de US$ 30 mil para US$ 100 mil. Além disso, determinou que clubes envolvidos em incidentes de discriminação podem ser forçados a jogar partidas sem a presença de torcedores. No entanto, muitos argumentam que essas medidas ainda não são suficientes para coibir eficazmente a recorrência do racismo nos estádios.
É essencial lembrar que este não é um incidente isolado. Ao longo deste ano, diversos casos semelhantes de racismo mancharam o campo de futebol sul-americano. Torcedores de diferentes clubes, em diferentes países, demonstraram atitudes racistas.
