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Medellín x Flamengo: Imprensa internacional reage a caos na Colômbia (vídeos)

Imprensa da Colômbia e da Argentina classificou episódios como caos, escândalo e grave violência

Veículos da Colômbia e da Argentina classificaram o episódio como “caos”, “escândalo” e “grave violência” após os incidentes registrados no Estádio Atanásio Girardot, em Medellín (Foto: Reprodução)

247 - O caos em Medellín interrompeu o jogo do Flamengo contra o Independiente Medellín, na noite desta quinta-feira (7), depois que invasão, rojões, incêndios e protestos nas arquibancadas do Estádio Atanásio Girardot levaram a Conmebol a cancelar a partida pela Libertadores.

As informações são da CNN Brasil. A confusão ganhou ampla repercussão na imprensa internacional, especialmente em veículos da Colômbia e da Argentina, que classificaram os episódios como “caos”, “escândalo” e “grave violência”.

A bola rolou por menos de dois minutos antes de o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela interromper o confronto. Com o agravamento dos incidentes nas arquibancadas, jogadores das duas equipes foram encaminhados aos vestiários, e a suspensão provisória acabou sendo transformada em encerramento definitivo pela Conmebol.

Na Colômbia, o Infobae afirmou que os distúrbios na arquibancada norte impediram a continuidade da partida. Segundo o jornal, os episódios envolvendo torcedores do Medellín alcançaram proporção suficiente para obrigar Valenzuela a paralisar o jogo e, posteriormente, confirmar que não havia condições de segurança para a retomada.

O portal colombiano também descreveu um ambiente de forte tensão mesmo depois da interrupção. Mensagens de evacuação foram transmitidas pelos alto-falantes do Atanásio Girardot, enquanto parte dos torcedores protestava com gritos de “Que saiam todos, que não fique nenhum”. De acordo com o relato, os flamenguistas permaneceram por mais tempo nas arquibancadas enquanto aguardavam garantias para deixar o estádio em segurança.

A imprensa argentina também deu destaque aos episódios de violência. A TyC Sports definiu o cenário como “caos” e relatou que o Atanásio Girardot foi rapidamente tomado pela confusão após o início do duelo. A emissora citou fogos de artifício, fumaça intensa, focos de incêndio e invasões ao gramado como fatores que inviabilizaram a continuidade da partida.

O canal argentino relacionou os protestos à crise interna vivida pelo Independiente Medellín após a eliminação no Campeonato Colombiano. A derrota para o Águilas Doradas, que tirou a equipe dos playoffs nacionais, ampliou a pressão da torcida sobre a diretoria e agravou o clima de revolta antes do confronto contra o Flamengo.

Também na Argentina, o El Gráfico repercutiu os “graves incidentes nas arquibancadas” e destacou que torcedores colombianos arremessaram grades e objetos em direção ao gramado logo nos primeiros instantes do jogo.

O jornal colombiano El Tiempo descreveu o ambiente como de “tensão máxima”. A publicação informou que a falta de segurança levou Jesús Valenzuela a mandar os atletas para os vestiários poucos momentos depois do apito inicial, diante da impossibilidade de prosseguir com o confronto.

Segundo o El Tiempo, bombas, sinalizadores e rojões foram lançados da arquibancada norte em direção ao campo. O jornal também relatou tentativas de invasão ao gramado por parte de torcedores que protestavam contra a recente eliminação do Medellín na Liga Colombiana e contra o principal acionista do clube, Raúl Giraldo.

A publicação lembrou ainda que a insatisfação da torcida já havia se manifestado antes da partida. Após a derrota para o Rionegro Águilas, protestos foram organizados contra a direção do clube. A crise se intensificou depois de gestos feitos por Giraldo em direção às arquibancadas no jogo da eliminação, episódio que provocou forte reação dos torcedores e culminou na renúncia do dirigente ao cargo nesta semana.

Com a partida encerrada, a definição sobre os desdobramentos esportivos e disciplinares ficará a cargo da Conmebol. O episódio, porém, já se consolidou como uma das cenas mais graves da atual edição da Libertadores, com repercussão imediata fora do Brasil e forte cobrança por respostas sobre a segurança no Estádio Atanásio Girardot.