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Relator do caso Robinho no STJ: 'ser contra a execução da pena no Brasil seria o mesmo que defender a impunidade'

O ministro do Tribunal também comentou sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Itália ao analisar o caso do ex-jogador condenado por estupro

Francisco Falcão (Foto: Sergio Amaral / STJ)

247 - Relator do caso Robinho no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Francisco Falcão afirmou que estaria defendendo a impunidade se tivesse votado contra, e não a favor do cumprimento da pena do ex-jogador no Brasil. Ele foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça da Itália. 

"Defender que não se possa executar aqui a pena imposta em processo estrangeiro é o mesmo que defender a impunidade do requerido pelo crime praticado", afirmou.

De acordo com o magistrado, "negar a transferência da pena" de Robinho poderia ter como consequência problemas diplomáticos entre Brasil e Itália. "O que não se pode admitir sob pena de violação dos deveres assumidos pelo Brasil no plano internacional".

Robinho foi condenado em três instâncias na Justiça italiana a nove anos de prisão após acusação de estupro contra uma mulher albanesa. O crime aconteceu em 2013, no país europeu. 

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