Relator do caso Robinho no STJ: 'ser contra a execução da pena no Brasil seria o mesmo que defender a impunidade'
O ministro do Tribunal também comentou sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Itália ao analisar o caso do ex-jogador condenado por estupro
247 - Relator do caso Robinho no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Francisco Falcão afirmou que estaria defendendo a impunidade se tivesse votado contra, e não a favor do cumprimento da pena do ex-jogador no Brasil. Ele foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça da Itália.
"Defender que não se possa executar aqui a pena imposta em processo estrangeiro é o mesmo que defender a impunidade do requerido pelo crime praticado", afirmou.
De acordo com o magistrado, "negar a transferência da pena" de Robinho poderia ter como consequência problemas diplomáticos entre Brasil e Itália. "O que não se pode admitir sob pena de violação dos deveres assumidos pelo Brasil no plano internacional".
Robinho foi condenado em três instâncias na Justiça italiana a nove anos de prisão após acusação de estupro contra uma mulher albanesa. O crime aconteceu em 2013, no país europeu.

