71% das empresas sergipanas sobrevivem aos dois anos de atividade

“A criação de um novo negócio é uma tarefa que sempre envolve riscos. Nos últimos anos temos percebido que as pessoas buscam cada vez mais estar preparadas para este momento, diminuindo assim os erros cometidos na gestão das empresas. É importante ressaltar também o surgimento de políticas públicas que tem facilitado a manutenção desses empreendimentos, como a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, a implantação do Microempreendedor Individual e a ampliação dos limites de faturamento do Simples Nacional”, destaca o superintendente do Sebrae em Sergipe, Lauro Vasconcelos

71% das empresas sergipanas sobrevivem aos dois anos de atividade
71% das empresas sergipanas sobrevivem aos dois anos de atividade

Wellington Amarante, da Agência Sebrae de Notícias - De cada 100 empresas criadas em Sergipe, 71 sobrevivem aos dois primeiros anos de atividade. A informação consta no estudo ‘Sobrevivência das Empresas’, divulgado pelo Sebrae nesta quarta-feira e que tem como base os dados mais recentes disponibilizados pela Secretaria da Receita Federal. O levantamento leva em consideração os empreendimentos criados em 2007. O percentual obtido no Estado é semelhante ao verificado na região Nordeste, mas ainda abaixo da média nacional, que é de 76%.

A pesquisa mostra ainda que a taxa de sobrevivência sergipana tem crescido ao longo dos últimos anos. Nos dois últimos levantamentos realizados pelo Sebrae, considerando as companhias criadas em 2006 e 2005, os percentuais atingiram 70% e 69%, respectivamente.

“A criação de um novo negócio é uma tarefa que sempre envolve riscos. Nos últimos anos temos percebido que as pessoas buscam cada vez mais estar preparadas para este momento, diminuindo assim os erros cometidos na gestão das empresas. É importante ressaltar também o surgimento de políticas públicas que tem facilitado a manutenção desses empreendimentos, como a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, a implantação do Microempreendedor Individual e a ampliação dos limites de faturamento do Simples Nacional”, destaca o superintendente do Sebrae em Sergipe, Lauro Vasconcelos.

Setores

Dentre os setores da economia, o comércio foi aquele com maior percentual de sobrevivência (76%), seguido pela indústria (70%), construção civil (66%) e serviços (63%). A preocupação do Sebrae em avaliar a sobrevivência das empresas após os dois primeiros anos de sua criação se dá por três fatores: nesse período elas ainda não são conhecidas no mercado, não possuem carteira de clientes e, em muitos casos, os seus proprietários ainda têm pouca experiência em gestão.

“Para alcançar o sucesso em um negócio é preciso primeiro estabelecer um planejamento. A elaboração de um bom plano de negócios, uma criteriosa análise da capacidade financeira do candidato a empresário e a separação das contas pessoais e do empreendimento são etapas fundamentais nesse processo. É importante lembrar que a nossa instituição dispõe de um conjunto de soluções voltadas às empresas de todos os setores”, conclui o superintendente.

As micro e pequenas empresas (MPE) correspondem a 99% do total dos empreendimentos do país, respondendo por 52% da mão de obra assalariada, 25% do Produto Interno Bruto e 1% das exportações nacionais.Em Sergipe há cerca de 20,5 mil MPE.

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