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85% dos maceioenses se sentem inseguros

Pesquisa de opinião mostra que, para 85,5% dos entrevistados, a Capital é muito violenta (43%) ou violenta (42,5%); chama a atenção o elevado número de entrevistados que responderam “sim” quando perguntados se tiveram algum parente ou amigo assassinado nos últimos 12 meses: 39%; pesquisa também mostrou que nas periferias as pessoas sentem medo até de subir num ônibus, por conta dos constantes assaltos a coletivos

85% dos maceioenses se sentem inseguros (Foto: Divulgação)

Gazeta Web (Wagner Melo) - Mais de 85% dos maceioenses consideram que a capital alagoana é uma cidade muito violenta (43%) ou violenta (42,5%). Os dados são de uma pesquisa de opinião que avaliou a sensação de insegurança em Maceió, realizada pela empresa Data Consulta, com o apoio de um grupo de empresários.

Foram ouvidas 602 pessoas, em todos os bairros do município, nos últimos dias 14 e 15 de julho. Clima Bom, Santa Lúcia e Benedito Bentes são as localidades que lideram o “ranking do medo”. Ainda neste item, apenas 7% responderam que acham a cidade pouco violenta, 2,5% que não é violenta e 5% não opinaram.

VÍTIMAS

Chama a atenção o elevado número de entrevistados que responderam “sim” quando perguntados se tiveram algum parente ou amigo assassinado nos últimos 12 meses: 39%. Metade disse “não” e 11% não opinaram. “Essa pesquisa é um alerta às autoridades. A sociedade não suporta mais tantos desmandos com a segurança pública. O maceioense não se sente seguro em casa, na escola, no trabalho, em lugar nenhum”, disse o pesquisador Eraldo Morais.

De acordo com ele, nas periferias, as pessoas sentem medo até de subir num ônibus, por conta dos constantes assaltos a coletivos. A onda de violência também alimenta a descrença da população no poder público, já que 60% discordam da afirmativa dos governos estadual e federal de que a criminalidade vem sendo reduzida nos últimos meses e apenas 15% manifestaram que percebem uma redução. No universo pesquisado, 13% não notaram diferença e 12% não opinaram.

“A gente fez uma pesquisa semelhante há dez anos e, neste intervalo, a sensação de insegurança da população só aumentou, apesar de que, naquela época, a criminalidade já era assustadora. Nós sentimos o medo no semblante das pessoas, hoje os pais ficam receosos quando os filhos saem para algum lugar, à noite, principalmente nos fins de semana”, disse Eraldo.