A acertada condução da economia

Embora tenhamos um panorama positivo, é preciso ressaltar que a inflação e suas consequências são motivos constantes de atenção e preocupação do governo, que trabalha arduamente na busca do equilíbrio

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O ano de 2012 começou em clima de otimismo e objetivos claros para que a inflação fique ainda menor que a do ano passado. Fechamos 2011 dentro dos limites da meta de inflação. É também um dado excelente para amansar os que bateram nas políticas econômicas e gastaram o verbo em previsões catastróficas, que não se mostraram reais.

Em sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, foi bem claro ao garantir que a inflação deste ano ficará menor do que a de 2011. Além disso, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) será maior —pelo menos 3,5%.

O cenário nacional, a despeito da crise externa, indica que voltaremos a crescer e a criar mais de 2,5 milhões de emprego ao ano, um resultado excepcional frente à crise mundial. Dessa forma, o esforço deve se voltar para sanar nosso problema: crescer para ter recursos para superar os pontos de estrangulamento da infraestrutura, Educação, tecnologia e inovação, fazer as reformas tributárias e política, reduzir os juros e os spreads bancários.

Outra indicação positiva é a previsão de crescimento de 3,4% no quarto trimestre de 2012. Vale ressaltar também que as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (de US$ 76,4 bilhões). Uma performance que motiva o Ministério da Agricultura a estimar que o setor pode crescer mais 5,7% e ultrapassar a barreira simbólica dos US$ 100 bilhões em 2012. Dados que deixam claro o acerto da condução da economia em nosso país e o êxito do viés desenvolvimentista que adotamos.

Prosseguir com esta política afere não só uma inflação desacelerando e em queda, como, em decorrência, corte nos juros. Com a recessão na Europa, o crescimento econômico lento nos EUA e a desaceleração da economia da China, estão dadas as condições para uma taxa Selic de 8% no Brasil neste ano.

Mesmo com uma inflação de 5,5%, ainda teríamos 2,5% de taxa real. No caso de ela ficar em 4,5%, no centro da meta, portanto, teríamos 3,5% reais, juros extraordinários hoje em dia. E, com a redução dos juros, economizaremos dezenas de bilhões de reais do serviço da dívida —exatamente aqueles que faltam para Saúde, Educação, Transportes de massa, Justiça e Segurança, para investimentos, enfim.

Embora tenhamos um panorama positivo, é preciso ressaltar que a inflação e suas consequências são motivos constantes de atenção e preocupação do governo, que trabalha arduamente na busca do equilíbrio, sem perder o foco no desenvolvimento do nosso mercado e na geração de empregos, principalmente.

É importante manter um olhar abrangente quando o tema é inflação e suas metas e evitar o “canto da sereia” daqueles que usam as supostas preocupações inflacionárias para defender uma Selic maior.

Temos agora um ano inteiro pela frente para colocar as previsões em prática e provar que é possível, sim, crescer sem se deixar abater por manipulações e interesses de setores com interesses rentistas. Aos que focam seus esforços apenas em jogadas financeiras e não no potencial produtivo que temos, digo que é hora de admitir a realidade.

José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

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