A estratégia eleitoral de Camilo para 2018 vai exigir muito diálogo

O governador Camilo Santana (PT) vai ter que dialogar muito para implementar sua estratégia eleitoral para a reeleição. Duas questões são centrais, na estratégia do governador: manter a aliança com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes e incluir na aliança, o senador Eunício Oliveira (MDB). O PT definiu a candidatura irredutível de Lula e não admite outra posição no primeiro turno. O nome de Eunício enfrenta forte resistência na base do partido que não perdoa o papel do senador no golpe de 2016, além do atual senador José Pimentel, que pleiteia disputar novamente o cargo e o próprio Cid Gomes, que se recusa a estar em um mesmo palanque com o senador emedebista

O governador Camilo Santana (PT) vai ter que dialogar muito para implementar sua estratégia eleitoral para a reeleição. Duas questões são centrais, na estratégia do governador: manter a aliança com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes e incluir na aliança, o senador Eunício Oliveira (MDB). O PT definiu a candidatura irredutível de Lula e não admite outra posição no primeiro turno. O nome de Eunício enfrenta forte resistência na base do partido que não perdoa o papel do senador no golpe de 2016, além do atual senador José Pimentel, que pleiteia disputar novamente o cargo e o próprio Cid Gomes, que se recusa a estar em um mesmo palanque com o senador emedebista
O governador Camilo Santana (PT) vai ter que dialogar muito para implementar sua estratégia eleitoral para a reeleição. Duas questões são centrais, na estratégia do governador: manter a aliança com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes e incluir na aliança, o senador Eunício Oliveira (MDB). O PT definiu a candidatura irredutível de Lula e não admite outra posição no primeiro turno. O nome de Eunício enfrenta forte resistência na base do partido que não perdoa o papel do senador no golpe de 2016, além do atual senador José Pimentel, que pleiteia disputar novamente o cargo e o próprio Cid Gomes, que se recusa a estar em um mesmo palanque com o senador emedebista (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - O governador Camilo Santana fez uma rodada de discussão com lideranças do Partido dos Trabalhadores para tratar da sua ortodoxa estratégia eleitoral para a reeleição. Duas questões são centrais, na estratégia do governador - manter a aliança com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes e incluir na aliança, o senador Eunício Oliveira do PMDB.

Enquanto o PT definiu o apoio irredutível a Lula no primeiro turno, apoiado em pareceres de inúmeros juristas que mostram a condição legal para o ex-presidente ser candidato, o governador cearense, às voltas com a construção de uma ampla aliança que facilite a sua reeleição, fica em uma situação desconfortável, em relação às resoluções do partido. Camilo, inclusive, foi o único governador petista a não comparecer ao ato nacional de lançamento simbólico da candidatura do ex-presidente, na semana passada, em Minas Gerais, gerando muita especulação.

A manutenção da aliança com o PDT, liderado pelos irmãos Ferreira Gomes (Ciro e Cid) é fundamental para o governador. O PDT tem a maior bancada na Assembleia Legislativa, o maior número de prefeitos e é o principal fiador das alianças de Camilo com os demais partidos da base aliada, que já somam mais de vinte. Para resolver o problema local de Camilo, o ideal é que caso Lula não seja candidato, o PT apoie o nome de Ciro Gomes.

Publicamente, os principais líderes do PDT não vinham cobrando o apoio à Ciro, mas agora, o presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), cobrou "gratidão" de Camilo e declarou ao jornal Diário do Nordeste que Camilo "está como governador, hoje, poque teve o apoio de Cid e Ciro" e defendeu que ele assuma, no Ceará, a candidatura do ex-ministro, em detrimento da candidatura petista. 

Entretanto, caso Lula não seja candidato, o PT deverá apresentar outro nome, entre os seus próprios quadros. A avaliação do partido é que as eleições de 2018 são fundamentais para sua sobrevivência política e não seria interessante ficar fora da disputa majoritária. Pesquisas apontam ainda que qualquer nome indicado por Lula estaria no segundo turno. Isso explica também, o porquê dos demais candidatos do campo da esquerda pressionarem para ter o apoio do PT.

No caso de uma aliança com Eunício Oliveira, há uma forte resistência na base do partido que não perdoa o papel do senador no golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff. Se propuser formalmente esse apoio, além de enfrentar a resistência local, Camilo deverá submeter o assunto à direção nacional do PT.

O partido evita discutir o assunto publicamente, mas nos bastidores é dada como certa a aliança com Eunício, por parte dos representantes de todas as correntes. Parte do problema é convencer os militantes e o atual senador José Pimentel, que pleiteia disputar novamente o cargo.

A estratégia de aproximação institucional com o senador Eunício Oliveira foi importante para liberar os recursos federais para o projetos de Estado e para desmontar uma candidatura de oposição, hoje restrita ao PSDB e ao Pros. Mas, a questão eleitoral enfrenta dificuldades no PT e na própria aliança com os Ferreira Gomes, que consideram "incoerência" se aliar com seu atual principal desafeto.

Ciro Gomes, em todos os seus pronunciamentos, bate pesado no PMDB e Cid Gomes se recusa a subir em um mesmo palanque com Eunício. A última proposta de Cid, após várias manifestações contra essa aproximação, foi fazer uma aliança branca, em que a coligação do governador lançaria apenas um candidato ao Senado Federal, no caso ele próprio. A outra vaga ficaria livre para Eunício concorrer pelo MDB. O PT também reage a essa proposta e nesse caso, a tendência é manter uma candidatura própria que pode ser Pimentel ou outro nome do partido, lançando duas candidaturas.

 

 

 

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