A hora e a vez para colocar em prática o Plano da Virada

O professor e MBA Marcos Silvestre mostra que possvel domar as finanas em 12 meses sem deixar de gastar, ganhando dinheiro sem abrir mo da segurana nos investimentos e (at) fazendo dvidas, desde que mais prudentes

A hora e a vez para colocar em prática o Plano da Virada
A hora e a vez para colocar em prática o Plano da Virada (Foto: Shutterstock)

Luciane Macedo _247 - "Este foi o ano em que comecei a ficar rico, foi o ano da minha virada financeira"! Quem é que não gostaria de se lembrar de 2012, ou de qualquer outro ano, assim? Prosperidade, riqueza e dinheiro no bolso não precisam ser apenas desejos abstratos ou palavras ditas em tom sonhador, enquanto se espera por um aumento de salário ou, quem sabe, tirar a sorte grande com um prêmio milionário. Ter dinheiro é uma meta que pode ser conquistada com gestos simples, a partir de agora e a qualquer tempo, sem intervenções externas como a sorte ou a boa vontade do chefe. 

É claro, se o aumento vier ou a sorte grande bater à porta, tanto melhor. Mas grandes fortunas também "evaporam", tão rápido quanto se pode gastar quantias bem menores, inúmeras vezes, até que o dinheiro acabe. Ter dinheiro, não importa quanto, é sinônimo de saber como gastar e como multiplicar o que se ganha, é o mesmo que saber cuidar dele. E o professor e economista Marcos Silvestre entende bem do assunto. 

Com "12 Meses Para Enriquecer - O Plano da Virada", ele propõe ser o catalisador de uma revolução na vida financeira de quem precisa arrumar as finanças e quer ter dinheiro no bolso, hoje e sempre. O "segredo" da riqueza como uma conquista permanente se sustenta em três hábitos: fazer gastos mais econômicos, contrair dívidas mais prudentes e aplicar o dinheiro em investimentos mais dinâmicos. 

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Colocada em livro em 2010, esta "tríade da multiplicação do dinheiro", como Silvestre a chama, é a mesma que o professor e MBA aplica em seus cursos e que utiliza com seus clientes. É, também, fruto de mais de 20 anos de trabalho do economista que, formado pela USP, decidiu ser educador financeiro, quando a atividade ainda era pouco conhecida no Brasil. 

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"Vim de uma universidade onde muitos alunos ambicionam se tornar 'o maior economista do país'", comenta o autor. "Quanto a mim, sempre quis ser o contrário: tão pequeno, que pudesse 'entrar' no bolso das pessoas e entender o que está acontecendo lá, ajudá-las a evitar erros e planejar acertos na relação com o dinheiro". 

Para Silvestre, riqueza é qualidade de vida e, portanto, algo muito pessoal, mas que todos podem ter em caráter permanente e de forma plena. Por isso, cabe a cada um determinar o que é ser rico, qual é o padrão de vida que atenderia plenamente a suas necessidades. O caminho para se chegar lá com o fruto do que se ganha com o trabalho é que tem rotas em comum, compartilhadas: é o que Silvestre nomeou sua "tríade multiplicadora". 

A começar por gastos mais econômicos. O que seriam? Ao contrário do que se poderia imaginar, não se trata de "apertar o cinto", deixar de comprar o que se deseja ou mesmo economizar no sentido de deixar de comprar uma roupa mais cara, por exemplo, para levar duas que sejam mais baratinhas -- aliás, algo que ele não recomenda, porque também terá seu "custo" lá na frente. 

"Dentro da proposta de conduzir sua vida financeira rumo à qualidade de vida plena, simplesmente não cabe a postura de se gastar hoje de forma descontrolada", orienta o educador financeiro. É o desperdício desenfreado, que só esvazia o bolso, que deve ser contido. Nada de errado, segundo Silvestre, com uma propaganda sedutora que nos faça consumir. "A propaganda tem de fazer seu papel, o consumidor é que está abrindo mão de ter uma 'conversa madura' com a propaganda", salienta. E nada de errado em querer o que é bom -- afinal, quem não quer? "Quem trabalha de forma honesta tem mais é o direito de querer o que é bom", diz, enfático. 

O erro está na falta de planejamento na satisfação dos desejos e na ausência de educação financeira para gastar de forma mais racional, que não esvazie o bolso muito antes de terminar o mês. "Falta fazer a conta certa para poder ponderar corretamente o lado racional com o lado emocional no relacionamento com o dinheiro", diz o economista, que também resolveu esse pequeno detalhe de ordem matemática (as contas) no livro. 

Mas ninguém precisa saber fazer contas complicadas antes de gastar dinheiro favorecendo o bolso e a qualidade de vida ao mesmo tempo. Silvestre recomenda que se façam compras à vista, evitando o endividamento, e pesquisando preços sempre. Segundo o educador financeiro, uma simples pesquisa de preços mostra que não existe tal coisa como um parcelamento sem juros. Parcelar? Só se for os investimentos, que não deixam de ser parcelas daquilo que se ganha, só que multiplicadas. 

"O consumidor que se vale da força da concorrência no comércio, porque pesquisou antes de comprar, acaba constatando o verdadeiro preço do bem", diz o professor, assinalando que é melhor pagar R$ 2.350 à vista e com desconto por uma TV, por exemplo, do que R$ 2.999 à vista ou em 12 vezes "sem juros" de R$ 249,90 em outra loja. A diferença de quase R$ 650 entre uma loja e outra, um dinheiro que se economizou sem privações, pode complementar a compra com um home theater ou, melhor ainda, virar investimento. 

O livro está repleto de exemplos de como fazer gastos assim, mais econômicos, inclusive quando se trata de comprar um carro ou uma casa. Quer financiar porque não pode pagar à vista? Silvestre mostra que existem melhores formas de se realizar qualquer sonho de consumo que esteja além do poder de compra imediato do salário: aplicando o dinheiro em investimentos mais dinâmicos do que a poupança, como títulos do Tesouro Direto e ações de empresas sólidas no mercado e que sejam boas pagadoras de dividendos. 

É claro, investir ou financiar é uma decisão particular, e que pode envolver outros aspectos além dos números. O que o autor salienta, como economista e educador financeiro, é que se faça as contas antes, que se tenha muito claro, na ponta do lápis, que um bem pode custar muito mais caro e demorar muito mais tempo para ser adquirido pela via do financiamento do que pela via do investimento. 

O ponto-chave que Silvestre ressalta ao longo do livro, com muitos exemplos práticos, é: quando se contrai uma dívida, paga-se juros sobre juros, e quando se faz um investimento, ganha-se juros sobre juros. A primeira opção diminui o poder aquisitivo, enquanto que a segunda, aumenta. Ganhar ou pagar os juros mais altos do mundo? Enriquecer ou empobrecer? Parece uma escolha simples. Mas a realidade, para a maioria das pessoas, é bem inversa. 

Por isso, junto com os gastos, as dívidas também devem ser cuidadosamente avaliadas, sendo que o crédito consignado é uma das opções apresentadas pelo autor como uma "dívida mais prudente", já que cobra juros bem menores que os de outras modalidades de crédito pessoal e cujas parcelas podem ser descontadas diretamente do salário. 

"A conta certa mostra o empobrecimento efetivo ao pagar juros, em oposição ao enriquecimento concreto de se planejar para ganhar juros", ressalta Silvestre. "Por isso, fiz questão de ensinar matemática financeira de uma forma acessível, e de dar uma calculadora para quem estiver disposto a fazer a conta certa". 

"12 Meses Para Enriquecer - O Plano da Virada" vem com um CD e várias calculadoras que serão o paraíso de quem sempre quis ver os números por trás de um bom negócio ou bom investimento, mas não sabia que contas fazer ou como fazer as contas certas antes de tomar qualquer decisão financeira, especialmente aquelas que vão afetar o bolso no longo prazo, por anos a fio. 

O economista já deixou tudo "no jeito", para que qualquer pessoa avalie os números e possa tomar as decisões mais acertadas para fazer valer, para si, a "tríade da multiplicação do dinheiro". São cinco calculadoras para cobrir todos os aspectos do bom planejamento financeiro. 

A financeira, que não assusta nem um pouco e diz apenas "conta certa na ponta do lápis", ajuda a entender mais sobre os juros que passam despercebidos ou que podem, a princípio, parecer vantajosos. A de orçamento pessoal e familiar deixa as contas da casa em ordem. A de planos de investimento coloca "os sonhos na ponta do lápis" e pode ser usada para planejar desde uma viagem ou uma reforma na casa até a compra de um carro ou imóvel. Duas calculadoras de dívidas, uma com grau de gravidade, completam o "canivete suíço" das finanças para promover "a virada". 

As calculadoras também podem ser baixadas gratuitamente na internet, mas a combinação com o livro é imbatível, porque Silvestre ensina, com uma linguagem muito simples -- e convidativa o suficiente até para quem não gosta de matemática --, como tirar melhor proveito de cada uma delas. Sem milagres, o plano simplesmente habilita qualquer um, se assim desejar, a tomar decisões e a planejar o futuro não mais com base no "achômetro" ou "parece bom", mas com equilíbrio entre a realidade dos números e a realização de desejos. 

"Quando os resultados deste conhecimento aplicado começarem a aparecer, você não desejará jamais voltar 'às trevas' da fase anterior, quando ignorava realidades que vão chegar ao seu bolso de uma forma ou de outra", garante o educador financeiro. "A partir da decisão de 'dar a virada', o que vai contar é a disposição de viver uma nova vida".

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