A sala de aula como um novo Big Brother em SP
Tradicional Colégio Rio Branco, de São Paulo, instala câmeras para filmar alunos e pune 107 estudantes que protestaram
247 - Uma das mais tradicionais escolas de São Paulo, o Colégio Rio Branco, de Higienópolis, se transformou num grande Big Brother. Para manter a disciplina nas salas de aula, a direção instalou câmeras de segurança para filmar o comportamento dos alunos – o que gerou protestos imediatos. Ontem, 107 alunos do ensino médio, que reclamavam contra a invasão de privacidade, foram punidos pela direção e suspensos.
Com mensalidade de R$ 1,9 mil e fundada em 1946, a escola diz zelar pela segurança e pela disciplina. A diretora do colégio, Esther Carvalho, ouvida pela Folha de S. Paulo, afirma que os equipamentos serão instalados em todas as salas, do ensino fundamental ao superior. Ela afirma que as câmeras poderão inibir também a indisciplina das turmas.
Um dos alunos, ouvidos pelo jornal, deu a sua versão. “Ficamos assustados com as câmeras, ninguém explicou o motivo. Mas o pior foi a suspensão e a falta de diálogo”, disse um estudante, que não quis se identificar.
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, não há nenhuma lei que proíba a instalação das câmeras em escolas particulares.
