Aberta temporada de caça ao voto na televisão

Cientista político, Michel Zaidan, observa que início do guia eleitoral no rádio e na televisão deverá marcar uma forte tendência de polarização entre os candidatos Humberto Costa (PT) e Geraldo Júlio (PSB); inserções, contudo, começaram ontem

Aberta temporada de caça ao voto na televisão
Aberta temporada de caça ao voto na televisão (Foto: Edição/247)

Leonardo Lucena_PE247 – Hoje (21) tem início o guia eleitoral. Diante das variações nos percentuais que conferem as intenções de voto de cada candidato, surge também a expectativa sobre o impacto do guia eleitoral na televisão junto ao quadro político-eleitoral recifense, marcado pelas quedas do senador Humberto Costa (PT) e pela forte ascensão de Geraldo Júlio (PSB).

Após a realização do primeiro debate, ontem, transmitido pela TV Tribuna, ficou evidente que ambos os postulantes foram os que mais sofreram ataques de seus adversários. O petista, porque está na liderança; o socialista, porque é o que mais cresce nas pesquisas.

De acordo com o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Michel Zaidan, este panorama tende a mudar com a entrada do guia eleitoral. Uma mudança, que, segundo o estudioso, será marcada pela polarização entre Humberto Costa e Geraldo Júlio. “Agora, que a campanha está começando para valer, esse cenário vai mudar aos poucos. A tendência é que tenhamos uma disputa polarizada entre Humberto Costa e Geraldo Júlio”, analisa.

É de se esperar que questões tanto partidárias como administrativas serão abordadas pelos prefeituráveis ao decorrer do dia, assim como ocorreu no primeiro debate. Tendo em vista a forte instabilidade política do PT no primeiro semestre, Zaidan explica que tais problemas não devem interferir na queda de Humberto Costa.

“A disputa no Recife é bastante personalizada. As pessoas não votam no partido, mas sim, no político. Portanto, problemas de caráter político-partidário não terão tanta influência na conquista de votos por parte dos candidatos”, diz.

Segundo Zaidan, as vicissitudes nas intenções de voto se darão mais por conta das classes populares, mais vulneráveis às mudanças sobre em quem pretende votar, não tendo, portanto, tantos votos de opinião como nas classes média e alta.

“Em tese, as classes alta e média formam um público mais fiel. Já nas classes populares é mais fácil para o político conquistar novos eleitores, até porque também se deixam levar, em grande medida, pela propaganda eleitoral”, completou.

 
         

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