“Ação da Brigada Militar é típica de ditadura fascista”, diz Paulão

O deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Paulão (PT-AL), considerou arbitrária e “típica de uma ditadura fascista” a ação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul”, que culminou na prisão do deputado Jeferson Fernandes, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha; segundo relatos, Fernandes tentava mediar o processo de reintegração de posse da ocupação Lanceiros Negros, no centro de Porto Alegre, quando foi algemado, agredido pela PM e colocado no camburão de uma viatura

paulao
paulao (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 – O deputado federal Paulão (PT-L) manifestou repúdio à ação arbitrária da Brigada Militar do Rio Grande do Sul,e a considerou "típica de uma ditadura fascista", que culminou na prisão do deputado Jeferson Fernandes, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha, em pleno exercício de suas atividades parlamentares.

Diz o parlamentar, tendo como base relatos que recebeu, inclusive vídeos, que Fernandes tentava mediar pacificamente o processo de reintegração de posse da ocupação Lanceiros Negros, na noite desta quarta-feira(14), no centro de Porto Alegre, quando foi algemado e agredido pela Polícia Militar, com anuência do oficial de Justiça que realizava o cumprimento da ordem judicial. Colocado no camburão de uma viatura, o deputado sofreu novas agressões a caminho do distrito policial.

Paulão ressalta que a prisão do parlamentar não foi o único ato autoritário da noite. A própria ação da Brigada Militar necessita de explicações imediatas por parte do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e seu secretário de segurança, César Schirmer. Informações de veículos de imprensa dão conta que até 18h30, minutos antes do início da ofensiva, a Brigada Militar negava que estivesse planejando a reintegração. Portanto, foi um processo feito de forma inesperada. "As agressões e uso escancarado de spray de pimenta contra os moradores da ocupação começaram logo em seguida ao anúncio da reintegração de posse, e não levaram em consideração a integridade física de 34 mulheres e 6 bebês que viviam no local, atacando a todos sem distinção", acusa Paulão.

O deputado Paulão afirma, também, que na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, designou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para representar a CDHM na apuração dos desdobramentos do episódio. Ele determinou à assessoria técnica da Comissão que abra procedimento para instar o governador Sartori e seu secretário de Segurança a informar o mais breve possível as providências tomadas na investigação do episódio.

"Tratar o direito constitucional à moradia com bombas e agressões, bem como o cerceamento da atividade parlamentar de um deputado constituem violações de Direitos Humanos gravíssimas que se somam às dezenas de casos de um estado de exceção em curso no país, em nome de valores antidemocráticos e de tentativa de calar manifestações contra governos impopulares. Seguiremos denunciando com firmeza estes espasmos ditatoriais, onde eles surgirem", promete Paulão,

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