Ação do Planalto uniu Aécio, Eduardo e Marina

Esforços do Palácio do Planalto para aprovar no Congresso o projeto que inviabiliza a criação de novos partidos acabou aproximando aqueles que se apresentam como grandes adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014; enquanto Marina Silva tenta criar seu Rede Sustentabilidade, o governador Eduardo Campos (PSB) aposta no apoio do novo Mobilização Democrática (MD) e Aécio Neves (PSDB) torce por um número maior de nomes na disputa; nesta terça-feira, o líder do PSB no Senado levou a questão ao Supremo

Ação do Planalto uniu Aécio, Eduardo e Marina
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247 - Nos esforços para garantir um caminho menos complicado para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto acabou aproximando os principais potenciais adversários do PT em 2014. Diante da ação do governo e de sua base no Congresso Nacional para aprovar o projeto de lei que inviabiliza a criação de novos partidos, a ex-senadora Marina Silva, o governador Eduardo Campos (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) uniram esforços para garantir a existência da Rede Sustentabilidade e do Mobilização Democrática (MD).

Nesta terça-feira, Aécio se uniu a Marina e um grupo de parlamentares que pretende interromper no Senado a evolução do projeto que prevê que novas siglas ficarão sem amplo acesso ao fundo partidário e ao tempo de televisão no horário eleitoral -- ele foi aprovado integralmente pela Câmara na noite de ontem. Segundo o colunista Gerson Camarotti, Campos também passou a trocar telefonemas, em contatos constantes, com os dois.

Marina tenta viabilizar seu Rede Sustentabilidade, enquanto Eduardo Campos prepara uma ampliação de seu base de apoio com o MD, liderado pelo deputado Roberto Freire. Líder do PSB de Campos no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) entrou nesta terça-feira com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do trâmite do projeto de lei. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes, que analisa outros processos sobre o mesmo tema. No mandado, Rollemberg diz que o projeto de lei é "visivelmente abusivo, casuístico, ilegal e inconstitucional".

A ação do Palácio do Planalto contra a criação de potenciais adversários em 2014 é estratégica, mas, mesmo que obtenha sucesso, sua real efetividade só poderá ser medida diante do tamanho do efeito colateral que já gerou.

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