ACM Neto descumpre seu decreto da Ficha Limpa

'Importado' de São Paulo, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa Machado, responde a processos na Justiça Federal em Brasília, no Amazonas e em Minas Gerais; o mais grave é o "desvio milionário" de R$ 56,6 milhões, segundo o Ministério Público Federal, refente ao exercício do cargo de presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa); o prefeito diz em nota oficial que as denúncias do site Bahia Notícias são "irresponsáveis" e que Mauro Ricardo goza de sua "inteira confiança"

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Bahia 247

O prefeito ACM Neto (DEM) chamou atenção logo no segundo dia de sua gestão ao assinar o Decreto 23.739, que institui regras equivalentes às da Lei da Ficha Limpa para exercício de cargos na prefeitura.

Dois meses depois, a descoberta de que o democrata descumpriu seu próprio decreto. 'Importado' de São Paulo, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa Machado, responde a processos na Justiça Federal em Brasília, no Amazonas e em Minas Gerais.

Ex-secretário das finanças dos ex-prefeitos de São Paulo José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD), Mauro Ricardo foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2001, e pela Justiça Federal, em 2005, conforme documentos divulgados pelo site Bahia Notícias.

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No processo mais grave, o secretário de ACM Neto responde pela época em que foi presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O MPF do Distrito Federal acusa o titular da Sefaz de "desvio milionário", de R$ 56,6 milhões, ao lado de outros gestores que ocuparam o cargo entre 2002 e 2007.

No primeiro momento, o prefeito ACM Neto divulgou nota oficial dizendo que tem "total confiança" em Mauro Ricardo e classificou como "irresponsáveis" as informações veiculadas pelo Bahia Notícias.

O site insistiu e conseguiu a confirmação do Ministério Público no Distrito Federal (MPF-DF). "Não resta dúvida alguma sobre a inclusão de Mauro Ricardo Costa Machado na atuação judicial do MPF-DF", diz nota enviada ao portal.

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O MPF-DF denunciou, em 2008, um "esquema" que teria desviado R$ R$ 56.630.323,39 da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio da contratação de mão de obra terceirizada, inclusive para atendimento a "finalidades políticas".

De acordo com o MPF-DF, o processo já está na segunda instância no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e a próxima audiência do caso será no próximo dia 14 de março. Contudo, diante da afirmativa do próprio Ministério Público, o prefeito ACM Neto enviou outra nota ao Bahia Notícias dizendo que confia na idoneidade do secretário Mauro Ricardo.

Veja aqui o histórico das denúncias e das respostas do democrata.

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