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Acusados na CPI do Cachoeira podem ter bens confiscados

Deputado Miro Teixeira quer recuperar o dinheiro pblico desviado por atividades ilcitas. O detalhamento dos negcios da Delta com polticos o alvo do chamado grupo independente da Comisso no Senado

Acusados na CPI do Cachoeira podem ter bens confiscados (Foto: Leonardo Wen/Folhapress)
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247 – Se condenada, a Delta terá de devolver o dinheiro público desviado por atividades ilícitas. É o que pretende o deputado Miro Teixeira (RJ), que defende como ponto de partida pedido de bloqueio dos bens dos investigados. Miro também pedirá dados sobre as atividades do laboratório farmacêutico Vitapan, da família do bicheiro Carlinhos Cachoeira, para saber se ele foi beneficiado pela Anvisa na liberação de registros para fabricação de remédios.

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BRASÍLIA - Enquanto PT e oposição trabalham para politizar os trabalhos da CPI Mista do Cachoeira, que será instalada nesta quarta-feira no Congresso, um grupo de parlamentares, chamados de independentes, tentarão dar rumo técnico às investigações. É o caso do deputado Miro Teixeira (RJ), que defende como ponto de partida pedido de bloqueio dos bens dos investigados. O detalhamento dos negócios da Delta com políticos é o alvo do grupo.

— O objetivo é recuperar o dinheiro (público) desviado por atividades ilícitas, em caso de condenação — explicou Miro: — Com o surgimento da Delta, a CPI tornou-se inevitável. Aparentemente, ela aparece de forma superficial nos autos.

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A Delta também é o foco de outro senador do grupo, Pedro Taques (PDT-MT):

— Tem que investigar seu crescimento vertiginoso.

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Miro também pedirá dados sobre as atividades do laboratório farmacêutico Vitapan, da família do bicheiro Carlinhos Cachoeira, para saber se ele foi beneficiado pela Anvisa na liberação de registros para fabricação de remédios. Ex-diretor da Anvisa, o governador Agnelo Queiroz (DF) admitiu ter se encontrado com Cachoeira entre 2009 e 2010, quando ocupava o cargo na agência.

Ainda do chamado grupo independente da CPI, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) defende que os primeiros convocados sejam Cachoeira, Fernando Cavendish (Delta) e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Outro que começa a ganhar destaque nesta lista é o ex-presidente do Dnit Luiz Antonio Pagot, que se desfiliou nesta segunda-feira do PR “para se preparar para depor na CPI”. Ele acusa o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) de ser “o verdadeiro agente da Delta” no Dnit.

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— Não pode ser uma CPI contra o governo. Tem de ser contra o crime organizado. Temos a oportunidade de chegar ao fundo do poço, aos corruptos e aos corruptores — acredita Jarbas.

Já PMDB e PT estão ainda encalacrados com a definição de seus integrantes para a CPI. O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), oficializa nesta terça-feira, no prazo final, o deputado petista que será o relator da CPI. Nesta segunda-feira, os mais cotados eram Paulo Teixeira (SP), ex-líder e preferido do Planalto, e Luiz Sérgio, que foi relator da CPI dos Cartões Corporativos e saiu chamuscado do governo Dilma Rousseff, depois de passar por dois ministérios.

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No Senado, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), mantinha segunda-feira disposição de não participar oficialmente da CPI, mas operar por fora. E sua mais nova estratégia para constranger o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), é indicá-lo para integrar a CPI, para obrigá-lo a defender o governo.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), já tem prontos 25 requerimentos, centrando fogo em desvios via Delta. Na Câmara, o líder tucano Bruno Araújo (PE) também mira o governo:

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— O casulo do Cachoeira era Goiás, mas depois ele se tornou borboleta, ganhou o Brasil e pousou no Planalto .

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