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Adão rebate Sintet: 'Não podemos agir com irresponsabilidade'

Secretário da Educação do Estado, Adão Francisco de Oliveira rebateu nesta quinta-feira, 23, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), que acusou o governo de “ignorar a greve” da categoria, deflagrada no dia 5 de junho; secretário enfatizou que a manutenção da Educação não se limita à folha de pagamento e que o atendimento a todas as demandas do sindicato põe a Seduc "em rota de colisão com a Lei de Responsabilidade Fiscal"; titular da Seduc afirmou que vai cobrar "postura cívica" do Sintet; "Tenhamos responsabilidade com a Coisa Pública", afirmou; Sintet anunciou reunião em Palmas na segunda-feira, 27, para elaborar os encaminhamentos do movimento grevista; leia na íntegra posições dos dois lados

Secretário da Educação do Estado, Adão Francisco de Oliveira rebateu nesta quinta-feira, 23, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), que acusou o governo de “ignorar a greve” da categoria, deflagrada no dia 5 de junho; secretário enfatizou que a manutenção da Educação não se limita à folha de pagamento e que o atendimento a todas as demandas do sindicato põe a Seduc "em rota de colisão com a Lei de Responsabilidade Fiscal"; titular da Seduc afirmou que vai cobrar "postura cívica" do Sintet; "Tenhamos responsabilidade com a Coisa Pública", afirmou; Sintet anunciou reunião em Palmas na segunda-feira, 27, para elaborar os encaminhamentos do movimento grevista; leia na íntegra posições dos dois lados (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - O secretário da Educação do Estado, Adão Francisco de Oliveira, rebateu na noite desta quinta-feira, 23, a nota do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), que acusou o governo de “ignorar a greve” e não estabelecer um “canal firme de negociação” para por fim à paralisação, deflagrada no dia 5 de junho. O Sintet anunciou reunião em Palmas na segunda-feira, 27, para elaborar os encaminhamentos do movimento grevista. 

Adão Francisco enfatizou que a manutenção da Educação não se limita à folha de pagamento. "Não podemos e nem iremos agir com irresponsabilidade", afirmou. "Qualquer alteração nessa proposta no sentido do que alguns diretores do Sintet intencionam compromete todo o orçamento da Seduc com a folha de pagamento, não restando recursos para investimentos, além de nos colocar em rota de colisão com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não podemos ceder em nada!", afirmou Adão. 

O titular da Seduc afirmou que vai cobrar "postura cívica" do Sintet. "Tenhamos responsabilidade com a Coisa Pública", afirmou. 

O Sintet revindica a concessão integral do índice de 8,34% da data-base na folha de maio, mesmo a lei com o parcelamento já estando em vigor; pagamento imediato das progressões de 2013, 2014 e a implantação das solicitadas em 2015; equiparação salarial do professor normalista (Prono) com o de educação básica (Proeb); reajuste de 13,01% com base no valor do aluno por ano, eleição de diretores de escola de forma direta; enquadramento do administrativo no Plano de Cargos e Carreiras e Remunerações (PCCR); além regularizar carga horária de pedagogos, comprometida com a municipalização das séries iniciais.

Já a Seduc propõe pagar o passivo das progressões 2013 a partir do dia 1º de julho em 6 vezes, realizar a publicação imediata das progressões 2014 com efeito financeiro para janeiro de 2016, além de discutir as progressões de 2015 em 2016. Mas para qualquer acordo, a categoria deve por fim à greve.

Leia na íntegra o posicionamento do secretário de Educação do Estado, Adão Francisco:

"A Seduc não tem medido esforços para garantir que, mesmo diante dos recursos escassos da conjuntura atual, seja feita a melhor gestão, contemplando não só a valorização profissional, mas tb a realização de todas as demais dimensões da Educação, como o transporte, a merenda, o custeio, os projetos especiais, a manutenção da infraestrutura, a continuidade das obras, etc.

Na verdade, a manutenção da Educação não se limita à folha de pagamento e não podemos e nem iremos agir com irresponsabilidade. Nesse sentido, pedimos especial empenho para que sensibilizem os nossos docentes a retornarem às atividades, uma vez que a proposta apresentada pelo governo é a melhor possível diante do contexto de contigenciamento.

Qualquer alteração nessa proposta no sentido do que alguns diretores do Sintet intencionam compromete todo o orçamento da Seduc com a folha de pagamento, não restando recursos para investimentos, além de nos colocar em rota de colisão com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não podemos ceder em nada!

O que propomos reflete todo o nosso compromisso com essa categoria e o reconhecimento de sua importância social. Mas precisamos avançar no sentido de implementarmos tudo aquilo que a sociedade tocantinense anseia de mudanças e que se realiza fundamentalmente a partir da Educação. É importante ressaltar que essa postura "fundamentalista" vinda do sindicato não é a postura de todos os seus dirigentes. É reflexo de alguns exaltados que estão se utilizando do momento para fazerem plataforma eleitoral para as eleições que ocorreram no Sintet logo no começo do ano que vem.

Exaurimos todas as possibilidades de negociação. Foram mais de 3 meses construindo a proposta mais factível. Agora cobremos a postura cívica dos dirigentes sindicais. Tenhamos responsabilidade com a Coisa Pública!"

 

Confira a íntegra da nota do Sintet:

"GREVE GERAL REDE ESTADUAL

O SINTET informa à categoria dos profissionais da Educação da Rede Estadual que até o presente momento o Governo não apresentou nenhuma nova proposta, sequer recebeu a diretoria do sindicato para qualquer conversa ou negociação. Informa ainda que a negociação da data-base aprovada pelos Deputados não contou com a participação do SINTET, visto que temos uma determinação da categoria em Assembleia que não aceitaria o parcelamento. Contudo, aprovada a lei, mesmo à revelia dos educadores, ela vale para todos os servidores.

Reuniões do Governo com sindicatos de servidores estão acontecendo sem a participação do SINTET, que não foi chamado. A pauta da Educação já é de conhecimento do Governo e o SINTET aguarda posicionamento.

Dia 27.07 a Diretoria do SINTET se reunirá em Palmas para os encaminhamentos da Assembleia Geral que será convocada no início do novo semestre.

O SINTET lamenta profundamente a atitude do Governo Marcelo Miranda em ignorar a greve dos profissionais da Educação e não estabelecer um canal firme de negociação com a categoria.

Palmas, 22 de Julho de 2015.
A Direção"