Aécio busca unir, "tijolo por tijolo", PSDB contra PT

Em passagem por São Paulo para apresentar palestra sobre "uma agenda do PSDB para o desenvolvimento do Brasil”, senador Aécio Neves diz que "talvez o PSDB seja a principal alternativa clara a esse modelo de gestão imposto pelo PT"; acompanhado pelo presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, ele negou que vá lançar candidatura à Presidência nesta segunda-feira, quando fala às 19h ao PSDB paulista, mas disse que, para ter sucesso, precisa do apoio de Geraldo Alckmin; ex-governador José Serra acena que pode aceitar concorrer como vice em 2014, mas não comparece à palestra; chapa leite (MG) com café (SP) à vista?

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Minas247 - "O PSDB é a grande alternativa, talvez seja a principal alternativa clara a esse modelo de gestão imposto pelo PT", disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG), antes de participar de encontro no Instituto FHC, nesta manhã, em São Paulo, onde o economista Raul Velloso falou sobre política fiscal. "E cabe a nós clarearmos isso, transmitirmos isso para a população ao longo desse ano até o momento da eleição. Não se trata de candidatura hoje. Aqui ninguém vai lançar a candidatura de ninguém", assegurou o mineiro.

Sobre a passagem por São Paulo, o mineiro destacou que já esteve em outros estados, como Goiás. "Mas [a palestra desta segunda-feira] é um evento importante, porque está no coração do PSDB. Mas sem pressa, sem açodamento, política é uma construção que se faz tijolo por tijolo", comentou, dizendo que espera que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), confirme sua candidatura (leia o resto da entrevista abaixo).

Aécio dá nesta segunda um passo determinante rumo a sua candidatura presidencial em 2014. Acompanhado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), ele apresenta a palestra “PSDB: uma agenda para o desenvolvimento do Brasil” às 19h, na esperança de diminuir a resistência dos tucanos paulistas a sua candidatura ao Palácio do Planalto -- em especial a resistência dos partidários do ex-governador José Serra.

Serra

A passagem de Aécio por São Paulo começou na semana passada, com um encontro com Serra, a quem o mineiro não conseguiu convencer a acompanhar sua palestra nesta segunda. A agenda do senador envolve também uma reunião na sede do Instituto Fernando Henrique Cardoso com integrantes da direção do PSDB, como o líde do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), e o ex-governador Alberto Goldman, aliados de Serra.

Por falar no ex-governador tucano, começou a circular nesta segunda a informação de que ele pode se contentar com uma candidatura como vice em 2014 (leia mais), numa indicação de que ele enfim teria aberto mão de ocupar o Palácio do Planalto como protagonista. Esse seria o primeiro sinal de que a chapa café com leite, que pode unir tucanos paulistas e mineiros, está em formação. Como se trata de José Serra, contudo, o suspense sobre o entendimento entre os tucanos deve adentrar 2014.

Confira entrevista concedida por Aécio no fim da manhã desta segunda-feira:

Sobre a ida a São Paulo

Já estivemos em outros estados também. Estivemos em Goiânia há uns 10 dias. Mas é um evento importante, porque está no coração do PSDB. Mas sem pressa, sem açodamento, política é uma construção que se faz tijolo por tijolo.

Hoje à tarde o senhor dá uma palestra sobre o desenvolvimento do Brasil, e agora pela manhã?

Aqui, na verdade, é um convite do presidente Fernando Henrique para ouvirmos o Raul Velloso, um dos maiores especialistas do Brasil na questão fiscal. Traz algumas preocupações para um grupo de pessoas que pensa o Brasil. Estamos fazendo encontros como esse com representantes de outros setores, especialistas em vários setores, para construir uma ideia nova, pelo menos as bases para um projeto novo de Brasil. Essa é uma conversa que vem nessa direção, que se soma a várias outras que tenho tido também com economistas, gente da área da educação, da saúde. Temos um tempo ainda, acho eu, razoavelmente longo pela frente para que essas ideias se consolidem. E à tarde vou falar um pouco da nossa visão, da minha visão pessoal de país, que acho que está equivocado, tem que ser recolocado.

O PSDB é a grande alternativa, talvez seja a principal alternativa clara a esse modelo de gestão imposto pelo PT. E cabe a nós clarearmos isso, transmitirmos isso para a população ao longo desse ano até o momento da eleição. Não se trata de candidatura hoje. Aqui ninguém vai lançar a candidatura de ninguém. Vamos começar a sinalizar com clareza quais são, para nós, as prioridades para o país. O PSDB precisa traduzir com maior clareza para a população o que nos diferencia do modelo que está aí. Esse é o grande desafio. Eu sei o que nos diferencia, mas é importante que a população saiba. No campo ético, no campo da gestão, nossa visão de política externa, sobre a Federação, que hoje está destruída por um centralismo absurdo do governo. Aos poucos essas ideias têm que ir sendo perpassadas, têm que ser transmitidas para a população. Esse é o nosso esforço e estou muito honrado com o convite do PSDB de São Paulo.

Sobre a possibilidade de candidatura de Eduardo Campos

Acho extremamente positiva e torço para que ele confirme sua candidatura, como acho muito positiva a candidatura colocada ou especulada da Marina. Quanto mais plural foi esse debate, melhor para o Brasil. E o PSDB tem que tratar nesse momento de se estruturar, se reorganizar, o presidente Sérgio Guerra vem fazendo um trabalho hercúleo ao longo desses últimos anos. E devemos dar um espaço a mais, um adiante a partir de agora. E, repito, temos que traduzir com maior clareza do que está aí. E todas as outras candidaturas são bem-vindas porque vão qualificar ainda mais o debate.

Sobre a última pesquisa divulgada

Achei extremamente positivo. Exatamente pelo baixo grau de conhecimento que tenho e outros candidatos têm. Até porque, a minha candidatura sequer foi formalizada. Ela é uma especulação hoje. E ela confrontada com a candidatura de uma presidente que está aí todos os dias na mídia, inclusive de forma abusiva, usando instrumentos de Estado, como cadeias de rádio e televisão, para se promover. Mas acho que é uma largada muito interessante, principalmente quando você estratifica, em determinadas faixas há uma presença muito vigorosa nossa. Onde há o conhecimento, essa presença aumenta. Então é o que temos que buscar, ampliar o conhecimento ao longo desse ano.

O senhor espera um sinal mais claro do governador Alckmin hoje à noite?

O governador tem sido, comigo, extremamente claro. Não sou candidato à Presidência da República a qualquer custo. O PSDB terá um projeto, terá um candidato. E esse candidato, para ter sucesso, terá que ter o apoio do governador Geraldo Alckmin. Todos os passos que temos dados são passos conversados em profundidade com ele.

Com Assessoria de Imprensa do PSDB-MG

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