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Aécio quer palanque duplo em SP e Minas com Campos

Em Pernambuco, líder do PSDB defende 'nova agenda' com governador do PSB. "Há pouca generosidade do governo federal no respeito à Federação. E esse é um discurso que tem unido a mim e o governador Eduardo", afirmou o tucano. Com mais cautela, pernambucano diz que estão em "campos políticos diferentes", mas acha que podem ajudar a construir no Brasil uma nova prática política

RECIFE, PE - 29.08.2013: JANTAR/AECIO/CAMPOS/PE - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), recebe o senador e presidente do PSDB, Aecio Neves, para um jantar, nesta quinta-feira (29), em Recife. (Foto: Clemilson Campos/JC Imagem/Folhapress) (Foto: Felipe L. Goncalves)

247 – Em passagem ontem por Recife, o senador e provável candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB-MG) propôs um pacto com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) para as eleições de 2014.

Em jantar na casa de Campos, o tucano disse não ver dificuldades em formar palanques duplos com o pernambucano em alguns Estados.

"Temos uma convivência com o PSB em muitos Estados, a começar pelo meu próprio. Em Estados como São Paulo essa parceria é muito sólida. Não vejo dificuldade nenhuma em alguns Estados estarmos juntos no mesmo palanque", afirmou Neves.

"Nunca escondi que gostaria muito de um dia estar construindo uma nova agenda para o Brasil, iniciando um novo ciclo de eficiência na gestão pública, de ética, de transparência e resultados concretos ao lado do governador Eduardo Campos", acrescentou.

Aécio listou aproximações de pensamentos com Campos e criticou o governo Dilma Rousseff. "Há pouca generosidade do governo federal no respeito à Federação. E esse é um discurso que tem unido a mim e o governador Eduardo", afirmou.

Já o pernambucano, ainda na base governista de Dilma Rousseff, se mostrou mais cauteloso e disse que ele e o tucano estão em "campos políticos diferentes". "Não necessariamente a gente tem que concordar sobre tudo ou estar no mesmo espaço político. Acho que a gente pode construir e ajudar a construir no Brasil uma nova prática política."

Apesar de sinalizarem a intenção de se unirem contra a reeleição de Dilma Rousseff no segundo turno, os candidatos esbarram em interessem em comum na primeira fase da campanha. O pernambucano, por exemplo, pretende ganhar o terreno ocupado pelos tucanos entre o empresariado industrial e financeiro. Ainda sem apoio oficial de nenhum partido para 2014, o PSB também quer seduzir o PPS, que nas últimas eleições presidenciais compôs com o PSDB. O mesmo deve acontecer com o PDT, que apesar de integrar a base de apoio ao governo federal, pode estar em outro palanque no ano que vem. Um dos principais nomes do partido, o senador Cristovam Buarque (DF) tem defendido nos bastidores o apoio ao governador de Pernambuco.