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‘Afastamento de Cunha reforça ilegitimidade do impeachment’

Deputado Henrique Fontana (PT-RS) diz que decisão do ministro Teori Zavascki veio tarde, mas reforça a tese de que o processo de impeachment deve ser anulado; "É uma decisão importante para a democracia brasileira, mas infelizmente veio mais tarde do que deveria ter ocorrido. Porém reforça nossa visão sobre toda a ilegitimidade que culminou na abertura do processo de impeachment no plenário da Câmara em 17 de abril", disse

Deputado Henrique Fontana (PT-RS) diz que decisão do ministro Teori Zavascki veio tarde, mas reforça a tese de que o processo de impeachment deve ser anulado; "É uma decisão importante para a democracia brasileira, mas infelizmente veio mais tarde do que deveria ter ocorrido. Porém reforça nossa visão sobre toda a ilegitimidade que culminou na abertura do processo de impeachment no plenário da Câmara em 17 de abril", disse (Foto: Gisele Federicce)
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RS 247 - O deputado Henrique Fontana (PT-RS) questionou a legitimidade do processo de impeachment depois do afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta quinta-feira 5. Segundo ele, a decisão do minsitro Teori Zavascki, do STF, porém, veio tarde.

"É uma decisão importante para a democracia brasileira, mas infelizmente veio mais tarde do que deveria ter ocorrido. Porém reforça nossa visão sobre toda a ilegitimidade que culminou na abertura do processo de impeachment no plenário da Câmara em 17 de abril", disse Fontana.

Entre os argumentos do STF estão atos de abuso de poder. O parlamentar destaca que entre esses abusos está também o de ter aberto, por retaliação ao governo, a abertura descabida do pedido de impeachment.

"Este será mais um elemento a ser levado ao STF para frear a ideia de implantar um governo ilegítimo e temporário que Michel Temer e parte da oposição tentam instalar no país", afirmou.

O parlamentar comentou a sessão ordinária cancelada nesta manhã na Câmara pelo presidente interino, Waldir Maranhão, assim como o som e a transmissão da sessão pela TV Câmara. Fontana e vários deputados deram continuidade à sessão, que passou a ser comandada pela deputada Luiz Erundina (Psol).

"Enfrentamos o arbítrio por um ano e quatro meses por quem ocupou a presidência de forma ilegítima, imoral, autoritária e colocou uma parte deste parlamento de joelhos", disse o deputado.

"Queremos ocupar esta tribuna para anunciar o fim da era Cunha e não ver a subserviência do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão. Isto não vai impedir a democracia de avançar. Os cidadãos que nos colocaram aqui estão comemorando o fim de um período de arbítrio que jamais deveria ter ocorrido. Vamos manter esta sessão aberta para denunciar a todo o Brasil", acrescentou.