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Agentes param Central de Flagrantes

Por causa da superlotação, os agentes da Central de Flagrantes, em Maceió, suspenderam os trabalhos por conta do número excessivo de detentos; nenhum novo flagrante está sendo lavrado por causa do número superior de presos; justiça alagoana já havia decido que o número máximo é 24, o que já está ultrapassado

Por causa da superlotação, os agentes da Central de Flagrantes, em Maceió, suspenderam os trabalhos por conta do número excessivo de detentos; nenhum novo flagrante está sendo lavrado por causa do número superior de presos; justiça alagoana já havia decido que o número máximo é 24, o que já está ultrapassado (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Pouco mais de um mês depois do decreto da Justiça determinando em 24 o número máximo de presos abrigados na Central de Flagrantes, no Farol, a unidade já enfrenta problemas novamente. Na manhã desta terça-feira (23), os funcionários decidiram suspender os trabalhos devido ao número de detentos no local, que chegou a 28.

Segundo um dos agentes da Central, que preferiu se identificar apenas como Ferreira, nenhum novo flagrante está sendo lavrado devido à situação. "Estamos com 28 pessoas e, caso alguém mais chegue, vai ter que ficar aguardando. Até agora não tem ninguém, mas, se chegar, não vamos fazer", disse.

O agente destacou que uma transferência está prometida para 15h desta terça. Os presos devem ser levados para a Casa de Custódia, localizada no bairro do Jacintinho, também em Maceió. "Estão dizendo que isso acontece, né? Se não acontecer, os flagrantes não acontecem também", acrescentou Ferreira.

A lotação máxima da Central de Flagrantes foi definida pelo juiz da 16ª Vara Criminal de Execuções Penais, José Braga Neto, que afirmou não ser competência da unidade a custódia de detentos. O documento também determina que eles sejam encaminhados para a Casa de Custódia, onde permanecerão antes de ir para o sistema prisional.

"É inconcebível que os presos fiquem em viaturas aguardando vaga na Central, que já está superlotada. A situação de superlotação complica o trabalho dos agentes e delegados, que, em vez de só lavrar os flagrantes, têm que dividir a atenção com presos que ficam dias por lá", expôs Braga Neto.

Com gazetaweb.com