Agentes penitenciários vão à Justiça contra Estado

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen) vai entrar, na próxima semana, com uma ação na Justiça do Trabalho contra a contratação de funcionários precários no sistema prisional do Estado. A categoria também é contra o sistema de Parceria Público-Privada (PPP), que será o modelo adotado no Presídio de Craíbas, onde um consórcio de empresas terceirizadas será responsável pela gestão da unidade.  

Agentes penitenciários vão à Justiça contra Estado
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Alagoas247 – De acordo com Jarbas de Souza, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), o sistema penitenciário alagoano conta atualmente com 1.800 agentes terceirizados, sendo que somente 500 são concursados, muitos dos quais desviados da função. Em média, por plantão, cinco agentes ficam responsáveis por 800 presos, quando o ideal seria, no mínimo, 30 profissionais.

“Vamos entrar com uma ação na Justiça do Trabalho contra o Estado por conta da ilegalidade na contratação dos agentes. Queremos concurso público e a saída dos terceirizados”, destacou Jarbas de Souza.

A categoria também é contra o sistema de Parceria Público-Privada (PPP), que será o modelo adotado no Presídio de Craíbas, onde um consórcio de empresas terceirizadas será responsável pela gestão da unidade. Para o sindicato, o modelo representa um aumento nos gastos com os presos em Alagoas. 

“Hoje o Estado gasta cerca de dois mil reais com cada preso. Com a privatização, esse custo vai subir para R$ 4.850. Além disso, se o governo não consegue ressocializar, não são as empresas privadas que vão fazer isso”, disse Jarbas.

Caso as melhorias reivindicadas pela categoria no sistema penitenciário são sejam atendidas, os agentes prometem cruzar os braços, por tempo indeterminado, já no próximo mês de agosto.

Com gazetaweb.com

 

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