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Agitação e calmaria, esperando o próximo capítulo

As medidas tomadas pelas autoridades europeias no fim do ano ajudaram a acalmar o mercado, mas os potenciais problemas de insolvência continuam

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Um extraterrestre que chegasse aqui em janeiro de 2012 não acreditaria se alguém dissesse que há pouco tempo estávamos à beira do abismo devido a crise europeias, protestos, volatilidade no mercado e a manchetes de jornais quase que anunciando o fim do mundo. Todos os males do ano passado pareciam ter desaparecido e quem investiu em ações teve um ganho de 4.6% desde o começo do ano.

As medidas tomadas pelas autoridades europeias no fim do ano ajudaram a acalmar o mercado ao injetar liquidez no sistema bancário e permitir que Espanha e Itália tomassem recursos mais baratos. O mercado que parecia estar cansado de tanta volatilidade e procurava um motivo para reagir, reagiu.

Não quero estragar a festa, o bom humor e o otimismo prevalecente neste mês, mas a verdade é que como mencionamos acima, as medidas tomadas na Europa reduziram os problemas de liquidez, mas os potenciais problemas de insolvência continuam: a tragédia grega proporcionou mais um fim de semana de intensas negociações sem solução e deverá ter um desfecho em março.

Portugal teve que pagar quase 14% na segunda-feira dia 16 para colocar títulos de 10 anos. A Itália e a Espanha tomaram medidas para equilibrar o orçamento, medidas estas bem recebidas pelo mercado. Infelizmente, como se sabe, no curto prazo estas medidas deverão piorar o quadro, pois resultará em menor crescimento e menor receita para os governos.

A Alemanha ainda está apresentando indicadores positivos, auxiliada pela desvalorização do euro, mas o futuro não parece promissor. Na semana passada, o Banco Mundial declarou que a Europa está em recessão e a agência de ratings Egan Jones cortou o rating da Alemanha de AAA para AA. Em geral, as outras agências seguem o que Egan Jones faz. Para quem gosta de especular com moedas pode ser um bom momento de ganhar algum dinheiro apostando em posteriores desvalorizações do euro.