"Agora é hora de ter 100% de concentração no Governo. 2014 está longe"
Quem diz isto é o deputado federal Márcio Macêdo (PT), que reafirma apoio à candidatura de Jackson Barreto na disputa pelo Governo, mas ressalta que não é bom antecipar este debate; "temos que fazer o dever de casa para que Déda possa apresentar à sociedade o conjunto da sua obra. Com o processo eleitoral tem que ter calma, sobretudo, nós que estamos no Governo", diz; em relação ao cenário de 2014, o petista diz que o jogo está zerado: "João pode ser candidato, Amorim pode ser, Jackson é o nosso candidato e tem ainda a possibilidade de uma quarta candidatura, a de Valadares, em atendimento a uma exigência de Eduardo Campos, caso ele dispute a presidência”
Valter Lima, do Sergipe 247 – O deputado federal Márcio Macêdo (PT) produziu nesta segunda-feira (11), em entrevista ao programa Jornal da Ilha, apresentado pelo radialista Gilmar Carvalho, na Ilha FM, uma das mais lúcidas análises da política sergipana. Ele reafirmou seu apoio ao nome do vice-governador Jackson Barreto (PMDB) como candidato natural à sucessão de Marcelo Déda no Governo em 2014, mas ressaltou que ainda é muito prematuro para se discutir como definitivo o cenário do pleito do próximo ano e defendeu que o grupo, do qual ele faz parte, não se precipite na antecipação da disputa eleitoral.
“Tem que ter concentração de 100% na gestão estadual, nas políticas públicas que devem ser plenamente implementadas e na operacionalização do que será aprovado na Assembleia, com o Proinveste, porque virá a cobrança do povo. Temos que fazer um fazer o dever de casa para que Déda possa apresentar para a sociedade o conjunto da sua obra. Com o processo eleitoral tem que ter calma, sobretudo, nós que estamos no Governo. O grupo tem que estar atento para fazer uma boa gestão e priorizar as obras do Proinveste. É uma maratona pelo prazo que se tem para executá-las”, disse.
Quanto ao insistente questionamento sobre a consolidação da candidatura natural de Jackson Barreto, Márcio foi objetivo: “de zero a dez, a chance de não ser ele o nosso candidato é zero, desde que ele cumpra com todos os compromissos acertados com o grupo. Não tem nenhum problema com a candidatura de Jackson, mas ainda não está no tempo para antecipar este debate. Vai ter a hora certa de fazer convenções e encontros partidários, mas não é agora. Na hora adequada, ele será lançado oficialmente”.
Para o deputado petista, Jackson reúne as condições para ser o candidato da base: tem a confiança, o compromisso político e uma história de fidelidade com o grupo. “Há uma convergência dos partidos do grupo liderado por Déda em torno de Jackson. É só uma questão de tempo”, frisou. O deputado disse ainda que agora o que Jackson deve fazer é ter uma ação política presente e um diálogo permanente com a base. “E é o que ele tem feito. Um menino não pode nascer antes do tempo. Quando isso ocorre, ele é prematuro e pode morrer;”, ressaltou.
Como candidato, o parlamentar afirma que o vice-governador deverá defender o legado do PT nos últimos anos na administração estadual, o compromisso com as políticas públicas e prioridade com os que mais precisam da presença do Estado. “Ele terá que cumprir a parte dele: conversar com que tem que conversar e se atirar nos braços do povo. Antecipar o debate prejudica Jackson. Ele está com tudo nas mãos para construir. Depende dele e nós vamos ajudar”, disse.
Quanto a uma possível aliança entre PT e DEM, Márcio disse que não trabalha com esta possibilidade, pois entende que a orientação dada pelas urnas em Aracaju é que os petistas devem ser oposição ao prefeito João Alves Filho. Ele também reforçou que a orientação dada pelo Diretório Nacional da sigla é de não fazer alianças com PPS, PSDB e DEM.
“Em se confirmando a tese de que Jackson é o candidato, não será o PT quem vai liderar o processo, mas nós iremos discutir com o grupo a política de alianças. No cenário que estamos ninguém tem autonomia para construir o que quiser. Somos um bloco. Não cabe decisão unilateral. Acho que João Alves está no jogo para 2014. Ele tem 40 anos de política em Sergipe e sempre segurou uma bandeira, sendo governo ou oposição. Agora, ele vai passar essa bandeira p alguém? Qualquer decisão agora muito radical pode ter necessidade de rediscutir mais adiante. Tem várias condicionais e é prematura qualquer avaliação”, reforçou.
Neste contexto, Márcio disse que o jogo eleitoral de 2014 ainda está zerado. “Tem agentes muito vivos na política sergipana: tem o grupo de Marcelo Déda, os Amorim e João. Podem ter vários desdobramentos. João pode ser candidato, Amorim pode ser, Jackson é o nosso candidato e tem ainda a possibilidade de uma quarta candidatura, a de Valadares, em atendimento a uma exigência de Eduardo Campos, caso ele dispute a presidência”, afirmou.