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Agora que o ano 'começou', quem lidera a oposição?

Em tese, esse papel é cativo do PSDB do senador Aécio Neves, mas com movimentos certeiros e unidade partidária, o PSB do governador Eduardo Campos avança rapidamente por fora; enquanto os tucanos se mantêm indecisos, os socialistas parecem saber muito bem o que querem

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247 – O ex-presidente Fernando Henrique foi chamado de precipitado, em dezembro, quando procurou fazer uma, duas, três vezes com que o senador Aécio Neves aceitasse assumir sua candidatura presidencial pelo PSDB.

Sabe-se agora, apenas dois meses depois, que o velho chefe dos tucanos não estava errado. No  vácuo aberto pelo tempo solicitado pelo ex-governador de Minas para consolidar sua postulação está crescendo o nome do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como líder da oposição. Ele está a um passo de comunicar oficialmente ao ex-presidente Lula que será, sim, candidato a presidente em 2014, na oposição à reeleição de Dilma Rousseff.

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Até chegar esse momento, numa conversa pessoal próxima, mas ainda sem data, o PSB não perdeu tempo em criar as condições para o desembarque da base aliada do governo. No gesto mais marcante, sua bancada no Congresso fez oposição aos candidatos da base governista Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, respectivamente, às presidências do Senado e da Câmara. O resultado foi honroso, com unidade partidária mesmo na derrota dos candidatos Pedro Taques (PDT) e Julio Delgado, este último do próprio PSB. Antes, também em bloco, o partido desembarcou da colcha de sustentação do governo petista do GDF, disposto a abrir mão de nada menos que 60 cargos políticos na administração de Brasília.

O discurso de oposição ao governo a ser feito pelo PSB, assim, está sendo construindo em movimentos rápidos e certeiros. Os socialistas não estão deixando espaço para dúvidas. Como seu maior líder, o governador Campos dispara contra o que considera erros da política econômica, colocando-se como alternativa desenvolvimentista às derrapagens no PIB.

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Enquanto isso, o PSDB do senador Aécio Neves não dá os mesmos sinais de unidade. O ex-governador mineiro julgou, acertadamente, que não poderia atender ao chamado de Fernando Henrique, para ser candidato, sem contar com o apoio verdadeiro da seção paulista do partido. O plano de FHC era criar o fato consumado e, uma vez com a candidatura na rua, aparar as arestas dos descontentamentos. Fiel ao estilo conservador de seu avô Tancredo Neves, Aécio agiu à antiga, procurando pela unidade nos bastidores. Esse plano, no entanto, está sendo solapado dia após dia pelo ex-governador paulista José Serra. Ele já avisou que vai querer prévias no partido para a escolha do candidato. E, em seu território, tem amarrado o governador Geraldo Alckmin com promessas de apoio à sua reeleição – o que inviabiliza a adesão do próprio Alckmin a Aécio.

Com o paulista longe de ficar calado, o que se vê é o PSB avançando rapidamente para tomar o lugar do PSDB como principal partido de oposição ao governo Dilma. Se os tucanos não se mexerem como os socialistas, isto é, de maneira unida, perderão essa primazia quando menos esperarem.

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