Ala rebelde diz que Alves quer calar o PMDB
Agitadores da ala rebelde do PMDB no Congresso, os irmãos Vieira Lima acusam o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de liderar movimento pela não realização da convenção nacional do partido, marcada para daqui a duas semanas; "Os caras são empregados da Dilma. Não agem como ministros do Brasil, mas como ministros dela e do PT que são capazes de fazer qualquer tipo de serviço para evitar o impeachment", diz o deputado Lúcio Vieira Lima; ex-ministro do governo Lula, Geddel Vieira Lima diz que Eduardo Alves quer fazer do PMDB "um sindicato" em favor do governo e do PT
Bahia 247 - Agitadores da ala rebelde do PMDB no Congresso, os irmãos Vieira Lima acusam o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de liderar movimento pela não realização da convenção nacional do partido, marcada para daqui a duas semanas, e no qual os peemedebistas deverão atualizar seu estatuto e aprovar um novo programa.
O grupo que faz oposição sistemática ao governo da presidente Dilma Rousseff busca protagonismo contra os correligionários governistas escolhendo como alvo ministros do partido.
"Os caras são empregados da Dilma. Não agem como ministros do Brasil, mas como ministros dela e do PT que são capazes de fazer qualquer tipo de serviço para evitar o impeachment", diz o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
O ex-ministro da Integração no governo do ex-presidente Lula Geddel Vieira Lima diz que Eduardo Alves quer fazer do PMDB "um sindicato" em favor do governo e do PT.
"(Henrique) Alves queria que não houvesse congresso. Tudo para prestar serviço ao governo. Ele defende que o PMDB seja um sindicato viabilizador de empregos. Quem não quer que o partido se reúna é quem está empregado no governo. Não querem desagradar o empregador", diz Geddel em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
Há uma semana, em almoço com empresários em São Paulo, Alves afirmou que a dissidência do PMDB "não é majoritária". "Não haveria, hoje, uma maioria no PMDB a favor do rompimento com o governo. Essa maioria não existe".
O Estado diz que o ministro não foi encontrado para se defender até o fechamento da edição desta segunda-feira (2).