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Alckmin abre diálogo com PT com foco na maioridade

Governador de São Paulo e potencial candidato do PSDB à presidência da República em 2018, o paulista Geraldo Alckmin faz um movimento importante nesta sexta-feira; em entrevista à jornalista Silvia Amorim, prega união com o PT, contra a redução da maioridade penal, e critica a proposta dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), que defendem penas de prisão, em cadeias comuns, para menores envolvidos em crimes graves; "isso envolve mudar uma cláusula pétrea", diz ele; Alckmin defende maior tempo de internação de menores, no caso de crimes hediondos, e buscará acordo com PT e outros partidos

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Alckmin abre diálogo com PT com foco na maioridade (Foto: EPIT�CIO PESSOA)
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SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu agir e também mobilizar aliados contra o movimento que defende a redução da maioridade penal no País. Para isso, ele se coloca à disposição para iniciar um diálogo com o PT e outros partidos de esquerda, como o PC do B, que também são contrários à medida.

Em resumo, a proposta de Alckmin consiste em alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), gerando punições maiores para menores que cometerem crimes hediondos. "Em resumo, você tem uma proposta de mudança constitucional e uma de mudança de uma lei, que é o ECA. Eu entendo que a nossa proposta é mais objetiva, rápida e pode ter convergência maior na sociedade", disse ele, em entrevista à jornalista Silvia Amorim.

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Os pontos concretos da mudança de Alckmin são a mudança, no tempo de internação, de três para oito anos, no caso de menores envolvidos com crimes hediondos, e a criação de unidades especiais para os maiores de 18 anos que continuarem internados – assim, eles estariam segregados dos menores.

Na entrevista, Alckmin criticou a proposta de dois senadores do próprio partido, Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), que se posicionam a favor da redução da maioridade penal. "Isso envolve mudar uma cláusula pétrea da Constituição e, com certeza, vai acabar no Supremo Tribunal Federal. Pode não dar em nada", afirma.

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Para avançar com sua proposta, Alckmin propõe a abertura de canais de diálogo com o PT – cuja presidente Dilma Rousseff é frontalmente contra a redução da maioridade – e com outros partidos, como o PSB e o PC do B. "Eu não sou contra esse debate da redução da maioridade penal", diz Alckmin. "Eu acredito que, se o jovem pode votar aos 16 anos, ele também pode responder por seus atos. Mas não acho razoável colocá-lo em uma unidade prisional".

Ao adotar uma postura mais branda do que outras lideranças do PSDB, Alckmin se posiciona como um político de perfil mais moderado e construtivo em tempos de grande radicalização política.

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