Alckmin pede “rapidez” e “seriedade” em apuração de cartel
"Nós queremos que a investigação se faça com seriedade e rapidez, até para não colocar o nome de pessoas sérias envolvidas", declarou o governador de São Paulo, cujo próprio governo é acusado de estar ciente do esquema de propina em licitações do metrô no estado; em depoimento, conforme publicou hoje a Folha de S.Paulo, um ex-executivo da Siemens revelou que dois secretários de Geraldo Alckmin (PSDB) recebiam propina do esquema
SP247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu "rapidez" e "seriedade" nas investigações sobre o esquema de cartel em licitações do metrô e da CPTM no governo paulista. Em depoimento divulgado nesta quarta-feira 11 pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-executivo da Siemens Everton Rheinheimer revela que dois secretários de Alckmin – Edson Aparecido e Rodrigo Garcia – recebiam propina do esquema.
"Nós queremos que a investigação se faça com seriedade e rapidez, até para não colocar o nome de pessoas sérias envolvidas", declarou hoje o governador. Questionado se considera necessário o afastamento dos dois membros de seu governo citados no depoimento de Rheinheimer, o tucano respondeu que "não se pode agir sem ser justo". "O que nós precisamos é investigar", acrescentou.
A Justiça Federal informou nesta terça-feira ter enviado o inquérito sobre o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) após ter avaliado que há nele autoridades envolvidas que têm direito ao foro privilegiado e que por isso "compete ao STF supervisionar eventuais medidas investigatórias relacionadas a tais autoridades". A nota também informa que o processo corre em segredo de Justiça (leia mais).
