Alckmin processa Siemens e exige dinheiro de volta

Governo paulista decide entrar com ação contra a multinacional alemã por formação de cartel em licitações do Metrô e trens no Estado; Geraldo Alckmin (PSDB) pretende ainda pedir ressarcimento aos cofres públicos pelo dinheiro pago a mais pelo governo às empresas que superfaturaram obras; "Se ficar comprovado que outras empresas participaram desse conluio, todas serão processadas", disse o governador, em coletiva nesta tarde; segundo a Siemens, esquema também incluía favorecimento a políticos do PSDB

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247 – Desgastado com as denúncias sobre esquemas em licitações de obras do Metrô e da CPTM em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu processar a empresa Siemens por formação de cartel. "Estamos entrando com medida processual contra a Siemens. Se ficar comprovado que outras empresas participaram desse conluio, todas serão processadas", disse Alckmin, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira 13, no Palácio dos Bandeirantes.

A multinacional alemã deu início às denúncias por meio de um acordo de leniência com a Justiça, que não permite a punição a seus executivos. A ação anunciada pelo governador exige também o ressarcimento aos cofres públicos do dinheiro que o Estado teve de dar a mais pelas obras superfaturadas. A equipe tomou a decisão depois de ter conseguido na Justiça acesso parcial a documentos do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a investigação.

Questionado se o governo paulista teria falhado na investigação do processo de contratação das empresas, Geraldo Alckmin negou. "Conluio entre empresas no mundo inteiro não é fácil de ser identificado. O Cade, que é responsável por isso, só conseguiu com um acordo de leniência", justificou. Segundo Elival da Silva Ramos, da Procuradoria do Estado de São Paulo, o governo entrará com a ação na Justiça "nos próximos dias".

Segundo a Siemens, que revelou ao Cade ter feito parte do esquema, o acordo entre empresas para a realização de obras no transporte sobre trilhos em São Paulo incluía propina a políticos do PSDB. O caso aconteceu durante os governos tucanos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, sendo que o último foi citado no e-mail de um executivo da empresa como tendo proposto um acordo em uma licitação da CPTM que previa a compra de 40 novos trens. Serra nega as acusações.

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