Alckmin sabota ajuste e diz ser contra a CPMF
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destoa de vários gestores que têm defendido a volta da CPMF, como forma de equilibrar as contas públicas; segundo o tucano, que é pré-candidato à presidência da República em 2018, o governo federal deve antes "cortar suas despesas"; volta da CPMF foi defendida até por banqueiros, como Roberto Setubal, do Itaú, para que o País possa reconquistar o grau de investimento; recentemente, o governador paulista foi socorrido pelo governo federal, que disponibilizou recursos para a solução da crise hídrica; nada menos que R$ 3,5 bilhões
SP 247 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste sábado, durante evento em Campinas, que sua administração não vai apoiar o ajuste fiscal proposto pelo governo federal nem mesmo a volta da CPMF.
O discurso do tucano destoa daquele adotado pela maioria dos governadores, que têm defendido a volta do imposto para ajustar as contas do País.
"Não vai ter o nosso apoio. O que é preciso é enxugar tamanho do governo", disse o governador paulista, citando exemplos de cortes na sua gestão, como a extinção de uma secretaria e três fundações.
Pré-candidato à presidente da República em 2018, ele falou dos cortes que executou em seu governo. "Vendemos um avião a jato, um helicóptero, reduzimos a frota de automóveis, diárias, horas extras".
O tucano disse que o primeiro esforço tem que ser a redução de despesas. "Se o país não retomar o crescimento, o ajuste fiscal não funciona porque a arrecadação vai cair mais. O foco está equivocado e a solução, de aumentar a carga tributária, ainda mais equivocada".
Parceria
O posicionamento hostil de Alckmin em relação ao ajuste fiscal pretendido pela presidente Dilma Rousseff não faz lembrar o discurso amigável e de parceria que ele colocou em prática no auge da crise hídrica na capital paulista.
Em novembro, Alckmin pediu R$ 3,5 bilhões à presidente para fazer obras de abastecimento e amenizar a falta d'água que desgastava seu governo e foi atendido pelo governo federal.
A volta da CPMF também tem sido defendida por empresários, como o banqueiro Roberto Setúbal, para ajudar o País a recuperar o grau de investimento. "Sem ela, a conta não fecha", disse Setúbal.