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Alepe inclui cargos não ocupados como forma de reduzir gastos

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou uma "manobra fiscal" ao anunciar o corte de 245 cargos comissionados apontado pela Casa como uma medida de austeridade em tempos de crise; Alepe incluiu 167 cargos efetivos e que não estão ocuados, ou seja, não geram custo algum, na conta que visa economizar R$ 4,7 milhões.; excluídos estes cargos, a economia real é de apenas R$ 1,7 milhão  

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou uma "manobra fiscal" ao anunciar o corte de 245 cargos comissionados apontado pela Casa como uma medida de austeridade em tempos de crise; Alepe incluiu 167 cargos efetivos e que não estão ocuados, ou seja, não geram custo algum, na conta que visa economizar R$ 4,7 milhões.; excluídos estes cargos, a economia real é de apenas R$ 1,7 milhão   (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O corte de cargos comissionados pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), apontado pela Casa como uma medida de austeridade em tempos de crise, caiu no descrédito após vir à tona a denúncia de que cargos que não estão ocupados foram incluídos na lista. No início da semana, a Alepe anunciou o corte de 245 cargos comissionados visando economizar R$ 4,7 milhões com a medida.

Diante dos números, alguns deputados e o e o Sindicato dos Servidores da Alepe contestaram os números junto a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) e apontaram que o corte alcançará somente 98 comissionados dos 49 gabinetes, ao contrário dos 245 divulgados pela Mesa Diretora. A redução dos gastos passaria a ser de R$ 1,7 milhões e não os R$ 4,7 anunciados.

O problema estaria na inclusão de 167 cargos efetivos e não preenchidos que fazem parte das 480 vagas criadas em lei no ano de 2013. Desse total, somente só 313 estão devidamente ocupados pelos efetivos que já existiam, além dos s 100 aprovados no concurso de 2014. Na conta da Alepe, os gastos com o pessoal que ainda não existem foram incluídos como uma espécie de corte de custos.

Apesar dos questionamentos,a CCLJ aprovou, juntamente com o plenário da Casa, a redução de 167 cargos da estrutura administrativa que ainda estavam vagos e que só poderiam ser preenchidas por concurso público. Além disso, o corte de 98 cargos comissionados ligados aos 49 gabinetes não implica na redução da verba destes gabinetes, que chega a R$ 97 mil para o pagamento de até 26 cargos em comissão.