Aliados discutem alternativa a João da Costa

Nem mesmo a visita de Dilma Roussef conseguiu acalmar os nimos dos partidos que integram a Frente Popular. Nesta segunda (05), oito partidos da base aliada discutem nomes alternativos ao petista Joo da Costa. Nem o PT e o PSB participam do encontro

Aliados discutem alternativa a João da Costa
Aliados discutem alternativa a João da Costa (Foto: Fernando Silva e Carlos Oliveira/Pref. Recife)

Raphael Coutinho _PE247 – Parece que nem a visita da presidente Dilma Rousseff ao Recife, no início da semana passada, foi capaz de acalmar os demais partidos da Frente Popular que são contrários ao nome do prefeito João da Costa (PT) como candidato à reeleição. Nesta segunda-feira (5), representantes do PTB, PSC, PDT, PP, PCdoB, PRB, PV e PSD se reúnem na capital pernambucana para, pela primeira vez, discutir uma candidatura alternativa para o pleito. Neste encontro, a previsão é que seja criada uma lista com nomes viáveis para disputar à Prefeitura do Recife em outubro próximo.

O encontro ocorre no escritório político do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), um dos possíveis nomes alternativos da coalizão e ocorre no mesmo dia em que o governador Eduardo Campos (PSB) se encontra, em São Paulo, com o ex-presidente Lula para discutir a questão do PT no Recife. No entanto, nem a força dada pela executiva nacional do Partido dos Trabalhadores com a vinda de Dilma ao Recife e nem a costura feita por Eduardo tem convencido as demais legendas que compõem o Governo Municipal.

“O nome colocado (de João da Costa) não une a Frente Popular, e, enquanto o PT não chega a um consenso, não podemos ficar esperando. Temos recebido cobranças das bases dos partidos”, justificou, em entrevista ao Jornal do Commercio, o também deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC), outro nome forte para a indicação.

Outro que também defende a aplicação de candidaturas múltiplas no Recife é o deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT). Ele lembra que apesar da abertura de novas opções, a ação não significa um rompimento da Frente Popular. “Em 2006, Humberto Costa (PT) e Eduardo Campos foram candidatos a governador, mesmo sendo aliados, e a frente não quebrou. Por que quebraria agora?”, questiona. 

O partido do governador Eduardo Campos  foi o primeiro a se movimentar neste sentido mas não foi convidado para a reunião. Em 2011, a transferência do domicílio eleitoral do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), de Petrolina para o Recife, ao final do prazo legal para quem pretende disputar as eleições, sinalizou para um possível lançamento de candidatura do socialista à capital, elevando a tensão no seio da Frente Popular. Nenhum petista também foi convidado para a conversa desta segunda.

 

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